
Ex-presidente da Câmara de SP não se apresenta e é considerado foragido pela polícia

18/09/2026 às 09:48 Polícia

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O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União) e outros cinco alvos da Operação Vectura Corrupta ainda não foram localizados pela Polícia Civil, 24 horas após a deflagração da ação que saiu às ruas para cumprir um total de 16 mandados de prisão e outros 18 de busca e apreensão.
Leite é alvo de um mandado de prisão temporária, de 30 dias, e não foi encontrado em sua casa na região de Interlagos, na zona sul da cidade de São Paulo. A princípio, ele foi considerado foragido pela Polícia. Nas primeiras horas da manhã, no entanto, ele se comunicou com agentes públicos, informou que estaria fora da cidade, em viagem, e que se apresentaria nas próximas 24 horas. Porém, não se apresentou.
A terceira fase da Operação Vectura Corrupta mira o controle financeiro e operacional do PCC sobre 12 empresas de ônibus com indícios de fraudes sistemáticas em licitações. Segundo a investigação, as 12 empresas seriam controladas direta ou indiretamente pela facção. São elas: Viação Transcap, Alfa Rodobus, Transwolff, A2 Transportes, Imperial Transportes, Move Bus, Pêssego Transportes, Allianz Transportes, Transunião, Qualibus Transportes, Norte Bus e Spencer Transportes.
No pedido que embasou a operação, Milton Leite é citado como responsável direto pela operação de algumas das empresas que, segundo a investigação, seriam controladas pela facção. O documento também menciona declarações de policiais militares, prestadas em procedimento no Tribunal de Justiça Militar, segundo as quais ele seria o dono de fato da Transwolff.
Um dos políticos mais influentes da política paulistana, Milton Leite deixou cargos eletivos no ano passado, após sete mandatos como vereador. Ele presidiu a Câmara em quatro oportunidades. O político atualmente preside o União Brasil em São Paulo e o diretório estadual da Federação União Progressista (UP), que reúne o partido e o Progressistas (PP).











