A advogada “canal direto com o STF” no caso Master e as suas tenebrosas ramificações
18/09/2026 às 13:50 Direito e Justiça
Auditoria do BRB nos contratos do Banco Master, realizada pela Polícia Federal, revelou que o escritório da advogada Dalide Corrêa embolsou R$ 33 milhões em 2024, valor que os próprios auditores classificaram como suspeito.
O contrato aparece ao lado de outro com o mesmo problema: o de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes e revisado pelo próprio ministro, que recebeu R$ 40 milhões no mesmo ano.
Segundo o jornalista Aguirre Talento, do Estadão, diálogos entre diretores do Master citam Dalide como "canal direto com o STF". Procurada, ela nega ter atuado pelo banco junto ao Supremo.
O nome não é novidade em Brasília. Dalide já foi diretora do IDP, instituto ligado a Gilmar Mendes, até ser substituída pelo filho do próprio ministro.
Em 2018, ela apareceu em reportagem sobre suposta aproximação da JBS a magistrados via seu instituto, em meio à negociação do acordo de leniência bilionário de Joesley Batista — episódio que a afastou da direção à época, sem que ela reconhecesse vínculo com o caso.
O padrão que se desenha no caso Master já não é mais de contrato isolado, mas de rede de acesso remunerado ao STF, com nomes se acumulando: Viviane Barci de Moraes, Dalide Corrêa e, no episódio da mansão de Carnaval, o ministro Kassio Nunes Marques.
Chama atenção o conflito de interesse que a crise interna da Corte segue sem enfrentar: Alexandre de Moraes investiga o caso ao mesmo tempo em que sua esposa aparece como beneficiária de contrato pago pelo banco sob apuração.
O STF está se esfacelando.
da Redação