Fachin tem nas mãos um documento que pode destruir a "tática" de Moraes

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O Partido Novo protocolou nesta quinta-feira (17) uma arguição de impedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para impedir sua participação no julgamento que discute se ele deverá ser investigado em razão de diálogos mantidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A legenda também solicitou que o voto já apresentado por Moraes seja anulado. A manifestação ocorreu durante a análise de uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que propôs concentrar as apurações envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça e alterar a relatoria do caso.

Segundo o Novo, o voto de Moraes não deveria ser contabilizado. O partido também pede que o ministro seja afastado das próximas decisões relacionadas ao episódio.

“Confusão de papéis”

Na petição, o Novo argumenta que haveria uma “confusão de papéis” na participação de Moraes. Conforme a legenda, o ministro teria atuado inicialmente como parte interessada na apuração e, posteriormente, assumido a condição de julgador da matéria.

O partido afirma que essa circunstância poderia configurar hipótese de impedimento prevista no Código de Processo Penal (CPP).

“Cabe registrar, sem qualquer juízo sobre o mérito, que na mesma sessão o Ministro Nunes Marques declarou-se impedido e o Ministro Dias Toffoli afirmou suspeição por foro íntimo, invocando a necessidade de preservar a Corte”, afirmou o partido na petição.

Em nota, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, também questionou a participação de Moraes no julgamento:

“Quem se defende diretamente nos autos não pode, ao mesmo tempo, participar como julgador das decisões que dizem respeito à própria apuração. É uma questão de devido processo legal e de respeito às regras”.

Pedidos ao STF

O Novo solicita que o STF reconheça o impedimento de Moraes ou, alternativamente, sua suspeição. Caso uma dessas hipóteses seja acolhida, a legenda pede que o voto apresentado pelo ministro seja declarado nulo e retirado da contagem do julgamento.

A sigla também quer que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio Alexandre de Moraes apresentem manifestações a respeito dos argumentos levantados na petição.

Outro pedido é para que, se Edson Fachin decidir submeter a questão ao plenário, a análise do impedimento ou da suspeição ocorra antes da retomada do julgamento principal.

da Redação
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