O exaustivo trabalho de consultoria do então cunhado do ministro Gilmar Mendes
19/09/2026 às 05:30 Direito e Justiça
Chiquinho Feitosa começou negando que havia trabalhado para o banqueiro Daniel Vorcaro. Confrontado, admitiu que prestava serviço à Super Empreendimentos, empresa apontada pela PF como instrumento de lavagem.
As mensagens mostram que ele tratou com o ex-banqueiro de dois processos no Supremo Tribunal Federal, um deles relatado por Gilmar Mendes. Em uma das mensagens escreveu que a conversa de um interlocutor havia ficado perfeita com o ministro.
Gilmar, por sua vez, afirma que não sabia das tratativas do cunhado, que a audiência foi institucional e que votou contra os interesses do banco em todos os casos.
Prestar consultoria, como fez Chiquinho, não é ilícito, e o voto contra o interesse de quem pagou enfraquece a hipótese de benefício concreto. Ademais, as mensagens são de terceiros, sem participação do ministro. O que a apuração mostra é a negociação de uma aproximação vendida por meio milhão por mês.
da Redação