Ela é a Xerife do Rio e a braba tem nome: Talita Galhardo

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O voto do brasileiro nas próximas eleições será a sua última oportunidade de resgatar o país das mãos da corrupção, do crime organizado, da ditadura da toga e demais atrocidades que tomaram conta do Brasil.

Para o cidadão das grandes capitais, inclusive do Nordeste – e principalmente para o carioca, segurança pública é um assunto que transcende qualquer ideologia política – é uma questão supra partidária. Na situação em que se encontra o Rio de Janeiro, hoje, pode-se dizer que é uma questão de sobrevivência. Assim, a segurança pública é a grande prioridade do eleitor do RJ – e isso explica o fenômeno “Talita Galhardo” como a Xerife do Rio, a esperança do eleitor carioca.

Não é para menos, pois essa guerreira já vem combatendo as facções criminosas há anos. De 2021 até 2023, enquanto subprefeita de Jacarepaguá, na cidade do Rio, Talita deu um prejuízo de algumas centenas de milhões de reais nessas facções, quiçá um bilhão.

Justamente quando a ADPF 635 do Ministro Fachin fortaleceu o crime organizado proibindo a polícia de entrar nas favelas, estabelecendo o território de domínio dos criminosos, Talita invadia as comunidades com tratores e caminhões para derrubar as construções irregulares do tráfico e da milícia.

Eram prédios e prédios demolidos em série. Ela era braba! Talita peitava e encarava de frente. Ela fazia quando não tinha a obrigação de fazer, pois não é dever da Prefeitura cuidar da segurança pública ou combater o crime. Imagine essa mulher como deputada federal! O prejuízo que ela dava nas organizações criminosas era certeiro – no bolso – um tombo financeiro. Ela é destemida – exatamente o que o carioca quer na Câmara dos Deputados.

Hoje ela é vereadora da Cidade Maravilhosa, mas almeja uma cadeira como deputada federal para endurecer o Código Penal e proteger a classe policial. O JCO foi atrás dela para que o nosso leitor possa conhecer um pouquinho mais quem é a Braba do Rio!

JCO: Depois que você saiu da subprefeitura de Jacarepaguá nunca mais ouvimos falar em demolições, como se você tivesse resolvido o problema das construções irregulares. Foi isso o que aconteceu?

Talita: Infelizmente não, quem me dera conseguisse eliminar as construções ilegais do tráfico e da milícia. Na verdade, depois que eu saí passaram três subprefeitos pelo cargo e eles simplesmente estão priorizando outras demandas, não estão combatendo essas facções, porque não é atribuição deles, como também não era a minha. O que está acontecendo nesse exato momento com o Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes – essa expansão dos criminosos – não ocorreria se eu estivesse nessa função. Ainda é fácil estancar esse crescimento no Terreirão, mas é preciso vontade, energia, coragem e determinação. 

JCO: Hoje você é vereadora. Por que não galgar um passo de cada vez? Você não deveria ser candidata a deputada estadual, já que o seu foco é a segurança pública – função que compete ao Estado? Você poderia interagir muito mais com a polícia e o Governo do Estado, sendo deputada estadual. Porém, você preferiu se lançar diretamente à Câmara dos Deputados, em Brasília. Por que isso?

Talita: Justamente porque vou poder contribuir muito mais com a população do Rio trabalhando como deputada federal, que estou me propondo a ocupar uma das 46 cadeiras que o Estado do RJ tem direito na Câmara. Somente os deputados federais e os senadores podem mudar as leis penais. Quero endurecer o Código Penal e o tratamento que a legislação dá ao criminoso. Quero criar vagas em novos presídios no lugar de se soltar o delinquente porque não tem mais vaga no sistema penitenciário – isso é uma falácia! Quero dar mais segurança jurídica e amparo ao policial no desempenho de suas atividades. O bandido que for preso portando um fuzil deverá ficar preso pelos próximos 50 anos, porque é um terrorista portando uma arma de guerra. Vou lutar pelo fim das saidinhas e uma progressão do regime de pena mais severa. Até a detração penal devemos rever. Hoje, para cada 3 dias trabalhados o preso desconta um dia de sua prisão, ou seja, para cada 3 anos, desconta um ano. São muitas as benesses da Lei de Execuções Penais – vamos reformar essa lei federal inteira.  

JCO: Seu nome transita bem na direita e na esquerda. Como você consegue essa proeza num Brasil polarizado como o de hoje?

Talita: Sabe aquele ditado popular de que a gente colhe o que planta? Acho que é isso o que acontece comigo. Eu não divido a minha atividade política entre direita e esquerda. Eu não vejo o cenário político com esses olhos. O que eu vejo são os índices da criminalidade na estratosfera, uma sociedade sufocada e com medo de sair de casa. Isso atinge quem é de direita e quem é de esquerda e as mudanças na legislação que o caso requer são as mesmas, seja você de direita ou de esquerda, porque segurança pública independe de ideologia. Querer politizar a segurança pública que é burrice. Então, respondendo a sua pergunta, é por isso que eu transito bem na direita e na esquerda. Meu perfil é todo conservador – eu sou uma conservadora, mas as minhas bandeiras vão além dessas questões políticas. Sou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos. Eu quero amparar melhor a mulher vítima de violência doméstica, o idoso necessitado e todos aqueles em situação de vulnerabilidade – e as iniciativas legislativas são as mesmas, independem da ideologia partidária.

JCO: Quando se fala em endurecer as penas, a força contrária que prega pelo “direito dos manos” é forte. Como driblar essas resistências no Plenário da Casa?

Talita: Não existe uma fórmula para esse bolo. Hoje 55% dos presos em flagrante recebem liberdade provisória nas audiências de custódia no Brasil – isso é uma aberração – temos que diminuir esse número para bem menos de 10%. Nos últimos anos a polícia do Rio é a campeã na apreensão de fuzis, como pode? Parabéns para a polícia do Rio que está trabalhando super bem, mas e as polícias das fronteiras, por onde essas armas entram, por que não apreendem nada? As polícias portuárias e aeroportuárias também. Qualquer uma dessas questões como todas as outras anteriores sofrerão resistências e oposições ao longo de um processo legislativo. A nós cabe apenas propor as leis, acompanhar e fiscalizar – e colocar a boca no mundo quando depararmos com obscuridades.   

JCO: A conversa está muito boa, mas já esticamos demais. Apesar de bem intelectualizado, a vida profissional do leitor do JCO é bem dinâmica e ele não dispõe de muito tempo para textos longos. Muitíssimo obrigado por nos conceder essa entrevista, Talita – e boa sorte nas próximas eleições.

Talita: Eu que agradeço por esta oportunidade de poder me apresentar ao público do Jornal da Cidade Online. Espero corresponder às expectativas dos meus eleitores. Deixo aqui o meu último recado. Você que é eleitor do Estado do RJ, vamos resgatar aquela sensação de segurança que nós tínhamos num passado não tão longínquo. Você que vota nos outros Estados da Federação, muito prazer! Meu nome é Talita Galhardo e sou candidata a Deputada Federal pelo Rio de Janeiro. O meu número é 4501. Se você conhece algum eleitor do Rio, passe o meu número para ele. De qualquer forma, se Deus quiser, nos veremos no Congresso Nacional no próximo ano e tudo o que eu fizer pela segurança pública, beneficiará o seu estado também, porque as leis penais são federais. A proposta de Flávio Bolsonaro é reduzir a maioridade penal não apenas para os 16, mas para os 14 anos de idade. Vamos apoiá-lo nessa e em todas as demais iniciativas que digam respeito ao combate à criminalidade. Vou brigar por investimentos em todos os órgãos destinados a proverem a segurança pública – na inteligência da polícia, na perícia científica e tecnológica – no armamento e proteção dos nossos policiais. Quero criar a quinta excludente de ilicitude no Código Penal, própria para os policiais no exercício de suas atividades laborais e da mesma forma acredito que terei o apoio irrestrito do Flávio nesse meu projeto de lei. Enfim, muito obrigado e estamos juntos por um Brasil mais seguro para se viver!
da Redação
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