Flávio Dino quase "chora" e diz ser vítima de preconceito regional e racismo

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Quase "chorando", o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, neste domingo (20), que parte das críticas dirigidas à sua atuação na Corte contém um “indisfarçável preconceito regional, de matriz racista”. 

Segundo o magistrado, alguns comentários publicados na imprensa revelariam uma rejeição à sua origem no Maranhão.

Eis o que diz o ministro:

"Um aspecto em algumas 'críticas' a mim endereçadas em jornais, desde que cheguei ao STF, chama muito a minha atenção: o ódio à minha procedência regional. Alguns exemplos de expressões escritas em tais jornais: 'jurista de província'; 'pessoa destituída de qualquer qualificação'; 'oratória grandiloquente de província'", escreveu.

Segundo Dino, cabe a ele "indicar quando acha que certas expressões ofendem as leis, a dignidade e a decência".

O magistrado também afirmou que algumas dessas manifestações teriam o propósito de colocar em dúvida sua formação intelectual, especialmente por fazer referências a filósofos e pensadores em decisões e votos apresentados no Supremo.

"Mas como? No Maranhão e em Pernambuco se estuda Aristóteles? – perguntarão os preconceituosos. Da minha parte, seguirei citando a Constituição Federal, as leis, Aristóteles, Max Weber, Hobbes, e tudo que eu achar pertinente, inclusive Chico César e Fábio Porchat", disse Dino.
da Redação Ler comentários e comentar