
O insuportável incômodo que toma conta da cúpula do Exército com o caso Moraes

21/09/2026 às 12:37 Política

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Integrantes da cúpula do Exército estão demonstrando nos bastidores um insuportável incômodo com a forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) vem conduzindo o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
A informação foi publicada pela revista VEJA, com base em relatos de interlocutores ligados ao comando da Força.
Na terça-feira, dia 15, o Supremo começou a analisar uma questão processual relacionada ao caso. A discussão, porém, foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino pediu vista.
Com isso, o mérito da possível investigação sequer chegou a ser analisado pelo plenário.
Segundo os interlocutores ouvidos pela VEJA, o incômodo entre militares estaria relacionado justamente à diferença de tratamento que eles enxergam entre esse episódio e os procedimentos envolvendo oficiais investigados por participação nos atos de 8 de janeiro.
A avaliação atribuída aos militares seria de que o Supremo deveria aplicar a um de seus próprios ministros o mesmo rigor que aplicou a integrantes das Forças Armadas investigados em outros processos.
A comparação revela uma preocupação institucional que merece ser observada: quais critérios devem prevalecer quando as investigações atingem autoridades do próprio sistema de Justiça?
Apesar da insatisfação relatada, os interlocutores afirmaram que a cúpula do Exército não pretende fazer manifestações públicas que possam ser interpretadas como afronta ao Supremo.
Uma frase atribuída a um interlocutor do comando resume o sentimento descrito na corporação:
“O Supremo que lide com seus problemas.”
De qualquer forma, não há, até o momento, uma manifestação institucional do Exército contra o Supremo. O que existe é o relato de insatisfação dentro da cúpula militar diante da condução de um caso que envolve um ministro da Corte.
O episódio coloca novamente em evidência uma questão maior: quando instituições investigam seus próprios integrantes, a confiança pública depende não apenas da decisão final, mas também da percepção de que os mesmos critérios são aplicados a todos.
No fim, talvez a questão mais importante seja justamente essa: quem fiscaliza os fiscais quando a investigação chega ao centro do próprio poder?











