Deputado playboy que matou dois jovens a 170 km/h será julgado após quase uma década (Veja o Vídeo)

O acidente, ou o crime, aconteceu no dia 6 de maio de 2009, quando Luiz Fernando Carli Filho tinha apenas 26 anos de idade e exercia o mandato eletivo de deputado estadual.

No dia dos fatos o então deputado estava totalmente embriagado. Havia consumido diversas garrafas de vinho como o médico cardiologista Eduardo Missel Silva, num restaurante localizado no Batel, em Curitiba.

Curiosamente, três anos e alguns meses mais tarde, em novembro de 2012, foi a vez do médico fazer uma vítima no trânsito.

Ele foi o responsável pela colisão que matou Sérgio Souza Pereira, de 53 anos, em Florianópolis (SC). Mesmo sendo médico, Eduardo fugiu do local, sem prestar socorro às vítimas.

A batida aconteceu na Avenida Luiz Boiteux Piazza, Cachoeira do Bom Jesus, em Canasvieiras.

A vítima fatal seguia para o trabalho num Palio, acompanhado do enteado e de um sobrinho.

Sérgio deu sinal para entrar à esquerda, na empresa, e foi atingido pelo Audi conduzido pelo cardiologista. O enteado de Sérgio, Marcelo, sofreu ferimentos na cabeça, e o sobrinho Cléber quebrou o pé.

O condutor do Audi fugiu e surgiram comentários que estaria visivelmente embriagado, o que não pôde ser confirmado pela polícia. Mais tarde, Eduardo foi identificado como o motorista do veículo e alegou que deixou o local por medo de ser agredido por populares.

Fernando Carli, por sua vez, foi o responsável pelas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e de seu amigo Carlos Murilo de Almeida.

Num Honda Fit, os dois amigos foram colhidos pelo Passat preto do então deputado, a 170 quilômetros por hora, como atestam os laudos periciais.

Segundo a revista Época, “o impacto causou a destruição total do automóvel. Yared e Almeida morreram na hora. Segundo peritos, sem ter sequer percebido o que acontecera. Pedaços dos corpos dos dois jovens se espalharam pela avenida. A cabeça de Yared foi encontrada a 30 metros de distância do carro. O corpo de Almeida, sentado no banco do carona, foi partido ao meio”.

Nove anos depois, após uma série interminável de recursos, sem que tenha recebido ainda qualquer punição, Fernando Carli irá a julgamento nos dias 27 e 28 de fevereiro.



da Redação

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