
Mensagem de Vorcaro é nova peça no quebra-cabeça envolvendo Viviane Barci e Moraes

21/09/2026 às 11:18 Direito e Justiça

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Uma mensagem de Daniel Vorcaro agora coloca uma nova peça no quebra-cabeça envolvendo o Banco Master, o escritório de Viviane Barci e o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal, em 21 de agosto de 2025, uma funcionária informou a Vorcaro que a aeronave de prefixo PP-NLR seria utilizada no dia seguinte para atender “Barci”.
A resposta do banqueiro foi direta:
“Não deixe de atender Barci.”
No dia seguinte, 22 de agosto, imagens divulgadas pelo O Globo mostram Alexandre de Moraes e Viviane Barci desembarcando justamente de um Legacy 650 com o mesmo prefixo, PP-NLR. A informação foi confirmada por diferentes veículos que tiveram acesso às imagens.
O detalhe que torna o caso ainda mais relevante é que, meses depois, o gabinete de Moraes havia afirmado que o ministro “jamais” havia viajado em aeronave de Daniel Vorcaro. A nova documentação e as imagens, portanto, levantam uma questão objetiva sobre como aquela viagem deve ser caracterizada.
O escritório de Viviane Barci apresenta outra explicação: afirma que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que a escolha das aeronaves utilizadas cabia à própria empresa. Também nega que Vorcaro tenha participado dos voos.
Essa explicação precisa ser considerada. O fato de uma aeronave estar ligada empresarialmente a Vorcaro não demonstra, sozinho, que ele tenha oferecido pessoalmente o transporte ou que tenha havido qualquer benefício indevido.
Mas existe uma pergunta que permanece: se era simplesmente um serviço de táxi aéreo contratado pelo escritório, por que Vorcaro determinava internamente que “não deixasse de atender Barci”?
É justamente esse tipo de detalhe que uma investigação séria precisa esclarecer.
Não se trata de transformar uma mensagem em condenação. Trata-se de confrontar documentos, registros de voo, contratos, pagamentos e versões apresentadas pelos envolvidos.
Porque, quando aparecem ao mesmo tempo um banqueiro investigado, uma mensagem determinando prioridade, uma aeronave identificada e um ministro do STF desembarcando dela, a sociedade tem o direito de perguntar:
quem contratou, quem pagou, quem era o proprietário da aeronave naquele momento e por que Vorcaro estava pessoalmente preocupado em garantir aquele atendimento?











