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Flávio Bolsonaro virou numericamente sobre Lula em diversos institutos no segundo turno e está a poucos pontos de uma vitória que, há seis meses, o campo progressista tratava como impossível.
A virada está posta
Quaest: Flávio 42% x Lula 40%. AtlasIntel: Flávio 47,2% x Lula 46,8%. Futura: Flávio 48,1% x Lula 43,7%. GERP: Flávio 50% x Lula 43%. DataTrends: Flávio 45% x Lula 44%. Cinco institutos, cinco cenários de segundo turno liderados pelo senador. Não é ruído. É tendência.
O que mudou então? Lula perdeu tração e sua reprovação subiu: 51,5% classificam o governo como ruim ou péssimo (AtlasIntel). As crises que atingem o STF e o INSS, somadas ao endividamento público, corroem por dentro a imagem de estabilidade que a campanha petista tenta vender. E, para a maioria da população, Lula não entregou o que prometeu na economia: 54% consideram a situação econômica ruim ou péssima.
O caminho para a vitória
O mapa eleitoral está claro. O senador domina o Sudeste, o Sul e o Centro-Oeste. No Paraná, lidera por 61% a 30%. No Sudeste, abriu 16 pontos de vantagem. Entre eleitores com ensino superior, vence por 15 pontos.
Lula se concentra no Nordeste, entre os mais pobres e menos escolarizados. É uma base fiel, mas insuficiente desta vez. O colégio eleitoral que decide eleições — São Paulo, Minas, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul — está com Flávio.






