O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que envolvia três ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acusados de tentar dificultar ou impedir o deslocamento de eleitores durante as eleições de 2022.
Um claro recuo do ministro...
A decisão alcança Djairlon Henrique Moura, que ocupava o cargo de diretor de Operações; Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de Inteligência e ex-superintendente da PRF no Rio Grande do Sul; e Rodrigo Cardozo Hoppe, ex-diretor de Inteligência Substituto.
Os três haviam sido indiciados pela Polícia Federal em janeiro de 2025. A investigação buscava apurar a eventual participação dos ex-dirigentes em condutas relacionadas à atuação da corporação durante o segundo turno das eleições presidenciais daquele ano.
Segundo os elementos reunidos no inquérito, a Polícia Federal apontou possíveis indícios dos crimes de desobediência, prevaricação — quando um agente público deixa de cumprir seu dever legal por interesse ou sentimento pessoal —, restrição ao exercício do direito de voto e participação, por omissão, em uma suposta tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), entretanto, avaliou que não havia elementos suficientes para responsabilizar criminalmente os ex-diretores da PRF.
Diante do posicionamento apresentado pela PGR, Moraes determinou o encerramento da investigação. Com isso, o procedimento envolvendo os três ex-integrantes da direção da Polícia Rodoviária Federal foi arquivado.
da Redação