Surge a principal suspeita para a causa do acidente que matou o cantor Rick
24/09/2026 às 15:45 Sociedade
As condições meteorológicas podem ter contribuído para a queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas, na região do Parque Nacional de São Joaquim, em Urubici, na Serra de Santa Catarina. A aeronave perdeu o sinal por volta das 13h de segunda-feira e foi localizada pelas autoridades cerca de 24 horas depois, na terça-feira. Todos os ocupantes morreram.
Para Eduardo Pellizzaro, piloto comercial, especialista em Segurança Operacional pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e pesquisador aeronáutico, a meteorologia pode ter desempenhado um papel no acidente. Ele ressalta, porém, que somente a investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) poderá determinar o que ocorreu e qual foi o peso das condições meteorológicas na queda.
“Havia o deslocamento de uma frente fria muito intensa naquela região, entre a serra catarinense e o litoral. Vimos que muitas aeronaves fizeram longos desvios para contornar essa formação, mas tudo indica que O HELICÓPTERO COLIDIU FRONTALMENTE COM A FRENTE FRIA. Agora cabe à investigação do Cenipa entender o quanto isso influenciou o acidente. Mas são sempre vários fatores numa cadeia de eventos que leva a um acidente”.
Apesar da expressão usada pelo especialista, uma aeronave não “bate” literalmente em uma frente fria como se ela fosse uma barreira física. Uma frente é uma zona de transição entre massas de ar com características diferentes, principalmente de temperatura e umidade.
Quando uma massa de ar frio avança sobre uma região ocupada por ar mais quente, forma-se uma frente fria. Esse encontro pode favorecer o desenvolvimento de nuvens, chuva, ventos fortes, turbulência e tempestades.
Para a aviação, o problema está justamente nas condições atmosféricas associadas a essas formações. Dependendo da intensidade do sistema, a frente pode provocar mudanças bruscas de visibilidade, direção e velocidade dos ventos, além de turbulência e tempestades.
Em uma situação como a registrada na Serra catarinense, portanto, “colidir frontalmente” com a frente fria pode significar que a aeronave entrou em uma área de condições meteorológicas severas, em vez de conseguir desviá-la.
da Redação