A infame, imprestável e “fora de hora” carta de João Vaccari

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ainda está na ativa, sempre em nome do mal.

Desta feita ele assinou uma carta onde tenta eximir Lula de qualquer ação ilícita na questão do tríplex, dizendo que o empresário Léo Pinheiro mentiu em seu depoimento, quando asseverou que o imóvel fazia parte de um esquema de propinas na Petrobras.

"Não é verdade o que declarou o Léo Pinheiro em depoimento e delação premiada, que as doações feitas pela empresa OAS ao PT estariam ligadas a supostos pagamentos de propinas relacionadas ao contrato desta empresa com a Petrobras. Nunca tive qualquer tratativa ou conversa com Léo Pinheiro para tratar de questões ilegais envolvendo o recebimento de propina", diz a carta.
A carta é datada de 07 de fevereiro e teve firma reconhecida no último dia 22.

É bastante provável que o documento tenha sido redigido no escritório dos advogados de Lula.

"Também não é verdade o que diz Léo Pinheiro, que eu teria intermediado, em nome do ex-presidente Lula, o recebimento do tríplex do Guarujá como pagamento de vantagens indevidas".
A malfadada carta é utilizada em recurso impetrado por Cristiano Zanin e sua trupe junto ao TRF-4.

Eles alegam que a recusa do juiz Sérgio Moro em ouvir João Vaccari sobre a declarações de Léo Pinheiro constituem ‘grave cerceamento de defesa’.

Na realidade, tudo o que foi dito pelo ex-presidente da OAS coaduna com a prova documental juntada aos autos.

O pedido de oitiva de Vaccari, uma testemunha desqualificada e sem qualquer credibilidade, foi mais uma tentativa da defesa de tumultuar o processo, como é o recurso somente agora apresentado, tanto tempo depois da oitiva de Léo e da negativa da oitiva do criminoso petista.

Nesse sentido, a declaração do advogado de Léo Pinheiro, José Luis Oliveira Lima, cai como uma luva:

"Os esclarecimentos prestados por Pinheiro, bem como os documentos juntados, comprovam a veracidade das suas declarações. É no mínimo estranho que, passado tanto tempo do interrogatório de Pinheiro e da condenação do ex-presidente, só agora seja apresentado esse documento".
Ora, o caso já foi julgado. O processo cessou. Fica evidente que a motivação 'recursal' é meramente política, sem qualquer lastro jurídico.



da Redação

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