
Sociedade 25/09/2026 Palácio Fiorentino recebe encontro da AJOIA Brasil em defesa do jornalismo independente
Programação da primeira conferência da AJOIA inclui palestras, homenagens, autógrafos, música e networking entre profissionais


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O desespero não consegue mais se suportar dentro do Palácio do Planalto. Já vaza por todos os cantos e recantos do país. A olhos vistos, o governo apela de todas maneiras, inclusive, infringindo as leis eleitorais, e acreditem, tem amparo dentro da própria justiça; diga-se, na maior corte brasileira, o STF, e na própria corte eleitoral, o TSE.
Todos assistiram o ministro Gilmar Mendes fazer vista grossa para o aumento de 15% para o Bolsa Família, por exemplo. Todos sabem que o ministro flávio dino colocou todo o parlamento brasileiro em suas mãos com a questão das emendas parlamentares, e a bel-prazer atinge os adversários políticos.
O governo, recentemente, fez de tudo para dobrar o Congresso Nacional a fim de aprovar o fim da escala 6x1, a famigerada PEC 221/2019. Sob o espectro eleitoral, deu com os burros n’água!
Em pleno final de campanha, a nove dias das eleições, o governo age de forma oportunista e mentirosa, não necessariamente nesta ordem, mas certamente, amalgamadas pelo desespero.
No mesmo dia, duas ações meramente interesseiras.
A primeira, quis impor uma mentira deslavada para atingir o candidato Flávio Bolsonaro, alegando que ele quer tirar o título da Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil. Nossa Senhora Aparecida é padroeira do Brasil desde 1930, quando o Papa Pio XI assinou o decreto oficializando-a como Padroeira Principal da nação brasileira.
A segunda, creiam, por Decreto-Lei, proíbe o funcionamento das bets no Brasil. O impacto vai ser gigante na economia e aos envolvidos (não os usuários) pela maneira açodada que agiu. Usou do mesmo expediente sorrateiro quando acabou com a conhecida Taxa das Blusinhas, agora no mês de setembro. Em ambos os casos, foi este governo que votou a favor da cobrança do imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até US$50 (2024), bem como aprovou e regulamentou as bets no Brasil (2023). Respectivamente, depois de arrecadar 9 bilhões de reais com as blusinhas e 20 bilhões de reais com as bets, o oportunismo eleitoreiro veio como um trator para cima dos eleitores incautos.
Tudo isso mexeu com a sociedade brasileira, de norte a sul, com a percepção coletiva do engodo eleitoral e governamental, prática comum destes gestores, desde o mais humilde cidadão, passando por associações e entidades de diversas áreas, e até pela imprensa, mostrando claramente que este governo ultrapassou a desconfiança do povo e já flerta com a derrota eleitoral ainda no primeiro turno. Isso tem nome: DESESPERO!

Um bom exemplo desta percepção é a Nota que a ABRASEL, entidade que representa o setor de bares e restaurantes do Brasil, divulgou nesta sexta-feira.
Leia:
Abrasel considera tardio e eleitoreiro o pacote do governo contra as bets
A Abrasel avalia que pacote de medidas contra as apostas online anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (25) chega de afogadilho e pode trazer insegurança a quem empreende no Brasil
A Abrasel e outras entidades do comércio e dos serviços pediram providências contra os efeitos das bets sobre o orçamento das famílias. Projetos de leis foram elaborados e enviados ao Congresso Nacional, mas nunca tiveram o apoio e a atenção necessários por parte do governo.
As medidas defendidas tratavam a publicidade das apostas como já se trata a de cigarros e de outros produtos nocivos à saúde. "Há muito defendemos restrições às propagandas das bets, a exemplo do que temos para os produtos nocivos à saúde como os cigarros. Lamentável que o governo tenha demorado tanto para agir e que só o tenha feito em função das dificuldades eleitorais de momento. Se houvesse agido tempestivamente e com antecipação, não estaríamos vivendo este drama que traz prejuízos aos indivíduos, às suas famílias, às empresas e ao país", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
O governo preferiu interromper de forma abrupta uma atividade autorizada e regulamentada no país. Para a Abrasel, a decisão tomada desse jeito gera enorme insegurança para quem empreende no Brasil. Qualquer negócio passa a correr o risco de acabar da noite para o dia com uma canetada do presidente.
"São novamente interesses puramente eleitorais açodados que trazem enorme prejuízo e insegurança aos envolvidos", diz Solmucci.
"A medida contra as bets é eleitoreira e se equipara, no processo decisório, à proibição da escala 6x1. O mesmo presidente que tolerou as bets até agora, em dezembro não apoiava o fim da escala 6x1. Nos dois casos, o cálculo das urnas se sobrepõe ao impacto sobre a sociedade e economia como um todo"