Nunes Marques age diretamente nas pesquisas e aplica novas exigências

Ler na área do assinante

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou, neste mês, o questionário utilizado para o registro de pesquisas eleitorais. A medida foi adotada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e estabelece novas exigências para a apresentação de informações metodológicas dos levantamentos.

As alterações entrarão em vigor em 5 de novembro, um dia após o primeiro turno das eleições. Segundo o TSE, o objetivo é tornar os dados das pesquisas mais padronizados e detalhados, permitindo maior transparência sobre os procedimentos empregados pelos institutos.

A partir da mudança, todos os levantamentos deverão seguir um questionário de nove páginas. Entre as novas informações exigidas estão os municípios nos quais as entrevistas foram realizadas e o registro preciso da data e do horário de início e término da coleta.

Os institutos também deverão apresentar dados relacionados à representatividade e à composição da amostra, incluindo a descrição da população pesquisada, a classificação do plano amostral, o tamanho projetado da amostra, o nível de confiança e a margem de erro máxima esperada.

Outro conjunto de exigências envolve os procedimentos de campo. Será necessário informar qual base ou método foi utilizado para alcançar os eleitores, além de indicar se a aplicação das entrevistas contou com recursos como áudios, vídeos ou imagens.

A estrutura do questionário também passará a ser detalhada. Os institutos deverão informar, por exemplo, a ordem em que as perguntas foram apresentadas aos entrevistados.

Em documento que formaliza as alterações, Kassio Nunes Marques afirmou que os “aprimoramentos” implementados no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, conhecido como PesqEle, têm como finalidade ampliar a padronização e o nível de detalhamento das informações metodológicas.

Atualmente, a plataforma permite consultar informações como metodologia, período de realização do levantamento, tamanho da amostra, margem de erro, estatístico responsável e o questionário utilizado na pesquisa.

“Com a implementação das novas funcionalidades, as empresas continuarão realizando o preenchimento dos campos atualmente existentes no sistema e passarão a fornecer informações complementares destinadas a detalhar aspectos metodológicos das pesquisas registradas”, diz o documento assinado em 17 de setembro.

Entre os novos dados solicitados também estão a base utilizada para a realização do levantamento, eventuais limitações de cobertura e a utilização de recursos audiovisuais durante a aplicação do questionário.

A mudança, porém, gerou críticas entre empresas do setor. Em nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) afirmou haver preocupação com a forma e o procedimento utilizados para implementar as novas exigências.

“Embora parte dessas informações esteja relacionada a obrigações já previstas na regulamentação eleitoral, o nível de detalhamento agora exigido representa, na prática, uma ampliação relevante do conteúdo atualmente prestado no registro das pesquisas e demanda adaptações técnicas e operacionais por parte dos institutos”, argumentou a entidade.
da Redação Ler comentários e comentar