Salles acertou ao desistir do Senado...

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O ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro, Ricardo Salles, fez um grande gesto pela direita paulista e pelo Brasil em geral, renunciando à sua candidatura ao Senado, mas...

Se tivesse optado por uma candidatura a deputado federal, ele teria sido eleito e puxado mais 2 ou 3 candidatos do minúsculo partido Novo. Em 2022, o Novo elegeu apenas três deputados federais em todo o Brasil. Nas mesmas eleições, Salles brilhou com 640.918 votos, mas, à época, pelo PL de Bolsonaro.

Então, Salles é um puxador de votos? Não, o ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro que é. Eu explico: Ricardo Salles é um veterano na política eleitoral. EM 2006, tentou ser deputado federal pelo PFL, teve apenas 9.466 votos. Em 2010, tentou uma vaga na Assembleia paulista, novamente fracassou, com apenas 26.552 votos. Já no partido Novo, em 2018, tentou a Câmara Federal sem sucesso, com apenas 36.603 votos.

E como um político que nunca atingiu a casa dos 40.000 votos pula para mais de 600 mil? Recebendo o ‘Toque de Midas’ de Bolsonaro, o mesmo toque que deu à ingrata Joice Hasselman, absurdos 1.064.047 votos em 2018 – até hoje, a deputada federal mais votada da história.

Bastaram dois anos como vencedor para que Salles esquecesse suas sucessivas derrotas e quisesse peitar Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas nas eleições para prefeito de São Paulo, em 2024, que já haviam fechado apoio para a reeleição de Ricardo Nunes, que acabaria por vencer Guilherme Boulos naquele ano.

Em 2026, Ricardo Salles se rebelou ao ser preterido pelo presidente da ALESP para o cargo de senador pelo PL. Salles, um farialimer clássico, não admitiu perder a vaga para um ex-prefeito da pequena cidade de Guararema. O que o paulistano Salles não percebeu é que Prado (sim, ele é do Centrão) cresceu sem padrinho político, enfileirando 5 eleições a deputado estadual, culminando com a presidência da Assembleia Legislativa Paulista.

E sem pagar o mico de ter sido colunista da Folha de SP por 7 anos com um suposto mestrado em Yale – posteriormente desmentido pela prestigiada universidade americana. Meu conselho para o Salles e outros de coração tucano é que ingressem no jiu-jitsu. Funcionou com Mark Zuckerberg e deve funcionar com as viúvas de Amoêdo.

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.

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