
Inesperadamente, Flávio Bolsonaro ganha reforço de peso às vésperas da eleição

30/09/2026 às 21:30 Política

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O União Brasil decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) caso o senador avance para o segundo turno da eleição presidencial e enfrente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações divulgadas pela revista Oeste, as principais lideranças da legenda já foram comunicadas sobre o entendimento. A expectativa é que o anúncio oficial seja feito no início da próxima semana, após a votação do primeiro turno, marcada para domingo, 4 de outubro.
O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, pretende mobilizar a estrutura partidária em favor da candidatura de Flávio. A estratégia inclui a participação de prefeitos e deputados em palanques municipais e estaduais durante uma eventual segunda etapa da disputa.
A aproximação entre Flávio e as lideranças do União Brasil vinha sendo construída nas últimas semanas. O senador procurou Rueda e também Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), para tratar da possibilidade de apoio das duas siglas em um eventual segundo turno. Como PP e União Brasil integram a Federação União Progressista, a decisão deverá ser tomada conjuntamente.
No primeiro turno, a federação optou pela neutralidade na corrida presidencial. Em agosto, o União Brasil aprovou em convenção a posição de não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência e liberou seus integrantes para estabelecer, nos Estados, alianças de acordo com as circunstâncias políticas locais.
Apesar da neutralidade formal, Rueda já havia sinalizado anteriormente uma possível aproximação com Flávio. Em abril, afirmou que a tendência seria apoiar o senador caso ele apresentasse uma candidatura de perfil mais voltado ao centro. Em agosto, depois da decisão pela neutralidade, Rueda também declarou que poderia dividir o palanque com Flávio no Rio de Janeiro e que mantinha contato frequente com o candidato do PL.
A movimentação de setores do União em direção a Flávio também ocorreu durante o primeiro turno. Em São Paulo, os diretórios estaduais do PP e do União Brasil oficializaram apoio ao senador em julho, antes da definição nacional pela neutralidade.
Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em março, o registro da Federação União Progressista, PP e União Brasil somavam 109 deputados federais e 15 senadores. Nas eleições municipais anteriores, as duas siglas haviam elegido, em conjunto, 1.335 prefeitos e 12.398 vereadores.
A força das prefeituras ganhou relevância nas articulações partidárias para a reta final da eleição. As cúpulas do chamado centrão consideram a estrutura municipal um componente importante da mobilização política, especialmente pela proximidade entre prefeitos e parlamentares construída, entre outros fatores, por meio da destinação de emendas.
PP também avalia apoio a Flávio
A possibilidade de uma adesão do PP à candidatura de Flávio também vem sendo discutida pelas lideranças da legenda. Em 19 de setembro, integrantes do centrão já avaliavam a possibilidade de apoiar o candidato do PL em um eventual segundo turno, com União Brasil e Progressistas entre os partidos apontados como mais inclinados à aliança.
As negociações entre PP, União Brasil e Flávio também envolvem a disputa pela presidência do Senado em 2027. Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, busca permanecer no comando. O União Brasil trabalha pela continuidade do parlamentar amapaense, enquanto setores do PL defendem que a próxima presidência do Senado seja ocupada por um nome alinhado às pautas do partido.
Uma reunião da Federação União Progressista com as bancadas eleitas está prevista para 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno. O encontro deverá tratar da posição oficial das duas siglas para uma eventual segunda etapa da eleição. A decisão do PP também será discutida nesse contexto, embora existam diferenças internas entre diretórios estaduais sobre qual candidato apoiar.











