
URGENTE: Faltando poucas horas para eleição, Alcolumbre pauta o fim da escala 6x1

02/10/2026 às 20:08 Política

Siga o Jornal da Cidade Online no Google
Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), incluiu para a próxima terça-feira (6/10) a primeira sessão de discussão em plenário da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1. A data escolhida fica dois dias após o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4/10).
Essa decisão ocorre a poucas horas da eleição.
A tramitação da proposta foi registrada no sistema do Senado na tarde desta sexta-feira (2/10). Alcolumbre também programou outras três sessões de discussão para a semana seguinte. Pelo regimento, uma PEC precisa ser debatida em cinco sessões antes de seguir para os dois turnos de votação.
A proposta está entre as prioridades do governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva.
Em nota, Alcolumbre afirmou que o tema possui grande relevância e que será analisado pelo Senado levando em consideração diferentes posições.
“O Senado reafirma seu compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país”, diz a nota.
A PEC, que altera as regras sobre jornada de trabalho, já havia sido aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de setembro, durante o esforço concentrado realizado antes das eleições. Apesar disso, a matéria não chegou ao plenário naquele período, mesmo com cobranças de integrantes da base governista.
A oposição ligada ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentou adiar a análise da proposta devido às possíveis repercussões eleitorais. Ao mesmo tempo, senadores aliados de Lula passaram a pressionar pela retomada da tramitação, diante da resistência inicial de Alcolumbre.
Antes do encerramento do esforço concentrado, o presidente do Senado havia afirmado que só colocaria a PEC em votação no plenário depois das eleições. Na ocasião, porém, não havia definido se isso ocorreria antes ou depois de um eventual segundo turno presidencial.
Como envolve uma alteração constitucional, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores, em dois turnos. Antes da votação, também é necessário cumprir as cinco sessões regimentais de discussão.
Caso o Senado aprove o mesmo texto que passou pela Câmara dos Deputados, a proposta poderá ser promulgada diretamente pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.












