A escolha do Brasil: acordar ou continuar deitado em berço esplêndido?

Ler na área do assinante

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

Faltando apenas um dia para as eleições presidenciais, o Brasil chega às urnas dividido. Pesquisas divulgadas na véspera mostram uma disputa apertada entre os principais candidatos, especialmente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Quero alertar para o fato de que pesquisas podem ser manipuladas, assim como o próprio eleitor pode ser influenciado por informações que lhe convêm. Estamos diante das ciências humanas, e não das ciências exatas.

E talvez seja justamente aí que esteja uma das questões mais profundas desta eleição. Antes de revelar o quociente eleitoral do Brasil, as urnas revelarão algo sobre o seu quociente emocional.

Nesta eleição, portanto, está em xeque o QE de uma nação.

De um lado, o Q.E. — Quociente Eleitoral: aquele que as urnas revelarão em números.

Do outro, o Q.E. — Quociente Emocional: a capacidade de uma sociedade de discernir, em meio à polarização, às narrativas e ao excesso de informações, aquilo que considera verdadeiro, justo e melhor para o futuro do país.

Talvez o segundo seja ainda mais revelador do que o primeiro.

Porque os números dirão quem venceu a eleição. Mas a maneira como chegamos até eles dirá muito sobre o Brasil que nos tornamos.

Um país que atravessa oito anos de profundo desgaste político e institucional e que, nos últimos quatro, acumulou episódios que considero graves: os julgamentos relacionados ao 8 de janeiro, que vejo como marcados por injustiças; a prisão de um ex-presidente, que considero igualmente injustiçado; denúncias de corrupção alcançando diferentes esferas do poder; e um cenário fiscal que impõe ao Brasil desafios de enorme dimensão.

Sem mais delongas, deixo clara a minha posição: há um caminho — a eleição de Flávio Bolsonaro, legítimo representante do legado político de seu pai e, para mim, a resposta nas urnas às injustiças que considero terem sido cometidas contra Jair Bolsonaro.

Nesse contexto, uma frase que circula entre seus apoiadores resume, com simplicidade, essa ideia de continuidade: “Em nome do pai, vamos votar no filho.” Mais do que um jogo de palavras, ela traduz o sentimento daqueles que veem em Flávio a continuidade do legado político de Jair Bolsonaro.

Meu critério para esta escolha é claro: Flávio Bolsonaro é o candidato que declara querer JUSTIÇA PARA TODOS.

Enquanto isso, outros candidatos fazem ataques pessoais. Renan Santos chega a pedir ajuda em suas vinganças. Augusto Cury oferece “cura”? Quer ser o psiquiatra de um Brasil doente? E ainda se refere a Flávio Bolsonaro como “indigno”.

Qualquer leigo deveria saber que querer vencer atacando pessoas não é argumento para solucionar os problemas de uma nação.

O que precisa ser atacado é o mal que assola o país e que tem inimigos concretos: o tráfico, a corrupção e as injustiças contra os cidadãos, independentemente de credo, orientação sexual ou posição política.

Porque:

As pessoas, assim como as águias, são diferentes em seus voos, mas iguais no direito de voar!

Neste domingo, eu faço a minha escolha baseada naquilo que considero essencial para o Brasil: soluções para os verdadeiros problemas do país, e não ataques a pessoas.

Cada eleitor fará a sua escolha diante da urna.

Vote com consciência!

Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Cidadã brasileira, especialista em neurociência, estudiosa do comportamento humano no contexto político.

Ler comentários e comentar