Parlamentar petista e mais 20 são denunciados pelo MP por lavagem de dinheiro para o PCC
03/10/2026 às 14:56 Direito e Justiça
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura (PT) e mais 20 suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas de ônibus.
A denúncia surge após uma operação apontar que Senival é o líder oculto da empresa Transunião. Ele chegou a ser preso no dia 25 de junho, mas foi solto no início de agosto, após a Justiça aceitar um pedido de habeas corpus, e responde às acusações em liberdade.
Além de Senival, estão entre os denunciados:
- Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”): apontado como autor do homicídio de Adauto Soares Jorge e articulador da lavagem de dinheiro.
- Leonel Moreira Martins: operador financeiro e elo entre a empresa e o núcleo familiar beneficiário.
- Lourival de França Monário: atual diretor-presidente formal da Transunião, envolvido em movimentações financeiras incompatíveis.
- Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”): apontado como operador e suporte de Senival Moura.
A defesa de Senival afirma que o vereador é inocente:
“Senival Moura reafirma que jamais integrou organização criminosa, jamais manteve vínculo com o PCC e jamais participou de qualquer esquema destinado à lavagem de dinheiro ou à ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas”, diz a nota.
O advogado ainda disse que o vereador segue colaborando com as investigações e acredita que “a análise técnica e imparcial das provas permitirá o completo esclarecimento dos fatos”.
Segundo materiais da operação, realizada pelo Ministério Público e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Senival é identificado como uma “instância superior de comando” em um esquema de lavagem de dinheiro do PCC usando transportes públicos. Trocas de mensagens revelaram que repasses financeiros e decisões empresariais dependiam da anuência do petista, tratado pelos codinomes “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”.
da Redação