A afirmação de Donald Trump e o Brasil sob atenção internacional: “muito de perto”

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Donald Trump afirmou nesta quinta-feira, 1º de outubro, que acompanha “muito de perto” as eleições brasileiras.

Ressaltou a importância do Brasil, elogiou seu povo e classificou o pleito como muito importante. Nessa declaração, não anunciou apoio a nenhum candidato.  E nem precisava.

Minha leitura é que a fala tem um grande peso político, quase um AVISO: o processo eleitoral brasileiro está na atenção pública do presidente dos Estados Unidos.

Isso amplia sua repercussão internacional, mas não permite transformar uma resposta breve em promessa de intervenção, denúncia de fraude ou garantia de vitória.

O Brasil chega à reta final. Neste domingo, 4 de outubro, escolheremos presidente, governadores, deputados e dois senadores por estado e pelo Distrito Federal.

Um eventual segundo turno para presidente e governadores ocorrerá em 25 de outubro.

É hora de exigir responsabilidade de todos: candidatos, governos, imprensa e autoridades eleitorais.

Quem disputa o poder deve responder por suas propostas e por seus atos. Quem aplica as regras deve demonstrar coerência, fundamentar suas decisões e aceitar o escrutínio público.

Não aceito que perguntas legítimas sejam tratadas como inconveniência. Também não entregarei minhas convicções a boatos. Uma crítica sustentada por fatos tem mais força do que uma acusação que desmorona na primeira conferência.

A eleição pertence aos brasileiros. A atenção estrangeira pode aumentar a repercussão de nossos problemas; enfrentá-los continua sendo nossa responsabilidade.

Que cada voto seja livre, cada regra aplicada com igualdade e cada resultado acompanhado de transparência. A confiança nas instituições se constrói com procedimentos verificáveis e respeito ao cidadão.

O Brasil merece respostas à altura de sua importância.

Foto de Jayme Rizolli

Jayme Rizolli

Jornalista.

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