
Pastor que traiu Bolsonaro e se aliou a Lula, tem votação medíocre, não se reelege e fica de fora

05/10/2026 às 10:14 Política

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O pastor e deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) sofreu uma derrota estrondosa nas urnas.
Alçado à Câmara dos Federal na esteira do forte apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar passou a ser rotulado como “traidor” por setores conservadores e por parte do eleitorado evangélico após adotar uma postura autodenominada independente, culminando em críticas abertas ao bolsonarismo e uma aproximação estratégica com a campanha de Lula.
A retração no capital eleitoral de Otoni de Paula foi drástica.
Para efeito de comparação, no pleito de 2022, surfando na onda bolsonarista, o parlamentar havia alcançado a expressiva marca de 158.507 votos. Agora, obteve apenas 19.364 votos. Uma queda fulminante. A base conservadora rejeitou sua guinada ideológica.
Analistas políticos apontam que a mudança de tom e o apoio ao projeto petista custaram caro ao político nas urnas, transformando o descontentamento popular em um revés incontestável.
Diante do resultado desfavorável, Otoni de Paula utilizou suas redes sociais para publicar um vídeo de agradecimento e reflexão, confirmando o encerramento de sua trajetória na vida pública partidária para se dedicar integralmente à vocação eclesiástica.
A derrota de Otoni de Paula consolida-se como um dos exemplos mais emblemáticos do impacto das mudanças de alinhamento político sobre o eleitorado conservador fluminense.











