O bolsonarismo sobreviveu à ditadura da toga, deu a volta por cima e voltou com força através das urnas
05/10/2026 às 12:50 Política
A leitura que circula entre apoiadores de Donald Trump nos Estados Unidos resume o domingo brasileiro: a tentativa de encerrar o bolsonarismo pela via judicial não resistiu ao teste das urnas.
Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão e inelegível, segue no centro da política nacional. Seu filho Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, com 47,03% contra 45,16%, e entra no segundo turno com vantagem.
O resultado foi além da disputa presidencial.
Michelle Bolsonaro elegeu-se senadora pelo Distrito Federal como a mais votada da disputa, com 938 mil votos. Carlos Bolsonaro conquistou uma cadeira no Senado por Santa Catarina, e o filho Jair Renan e o irmão Renato chegam à Câmara.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas, ex-ministro da Infraestrutura de Bolsonaro, reelegeu-se no primeiro turno com mais de 60% dos votos válidos, derrotando Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda de Lula.
O PT perdeu mais que uma noite eleitoral: perdeu a tese de que condenar o líder encerraria o movimento. A família que a esquerda dava como liquidada sai do domingo com um finalista à Presidência, dois senadores e dois deputados federais.
da Redação