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Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão tentando se articular contra eventuais pedidos de impeachment que poderão tramitar no Senado, logo após a posse dos eleitos em 4 de outubro.
A jornalista Bela Megale, que acompanha cotidianamente o dia-a-dia da Corte e possui interlocução com inúmeros magistrados, fez um relato do que está acontecendo nos bastidores.
“A avaliação feita por quatro magistrados é que há duas frentes de atuação. Uma delas seria estabelecer diálogo com correligionários do PL que não são considerados da ala radical, que tem o ataque ao STF como bandeira.
A leitura é que, apesar de todos os senadores eleitos da extrema direita terem feito campanhas com ataques ao tribunal, há espaço para diálogo com uma ala desses parlamentares. Entre os eleitos citados nominalmente por ministros estão Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, e Eduardo Gomes, do Tocantins.
Outra frente envolve parlamentares que estão na mira de investigações da Polícia Federal sob a relatoria do STF. É o caso do senador do PL eleito pelo Rio de Janeiro, Carlos Jordy, investigado por suposto desvio de cotas parlamentares, e do senador e ex-governador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes, que também é investigado por desvios de recursos do seu estado envolvendo uma empresa de telefonia.
Ministros relataram à coluna que as investigações em andamento podem ter desdobramentos até mesmo antes dos senadores eleitos assumirem seus cargos. Com os inquéritos sob relatoria do STF, integrantes da corte avaliam que aqueles que têm situação complicada na Justiça não vão querer dobrar a aposta sobre o impeachment de ministros.
“A valentia vai até a página dois”, disse um magistrado.
Noutras palavras, os ministros claramente pretendem continuar a afrontar a Constituição e praticar abuso de poder.
O impeachment é fundamental. O STF tem que mudar. Pelo bem do Brasil.












