Efeito Flávio derruba juros e país pode economizar R$ 66 bi com dívida
06/10/2026 às 11:18 Economia
A simples possibilidade de Flávio Bolsonaro ser eleito já começou a trazer efeitos altamente positivos para o país.
Uma reportagem do site Poder360 retrata essa incrível realidade. Transcrevemos:
Os juros futuros com vencimento para os próximos 4 anos caíram cerca de 1 ponto percentual (equivalente a 100 pontos-base) na 2ª feira (5.out.2026), depois do resultado do 1º turno das eleições em que Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se o patamar alcançado na última sessão se mantiver, o governo economizaria R$ 65,8 bilhões.
A projeção de queda da dívida pública em caso de redução de 1 ponto percentual na taxa Selic é do Banco Central e consta no relatório de Estatísticas Fiscais referente ao mês de agosto publicado em 30 de setembro, antes do 1º turno.
O valor que pode ser economizado corresponde a quase 3 vezes o custo que o reajuste do Bolsa Família de 15,04% terá em 2027 (R$ 22,7 bilhões em 2027) e é maior que o impacto do aumento de R$ 120 do salário mínimo (R$ 54,6).
Os juros futuros são as taxas que o mercado espera que sejam cobradas nos próximos anos. Um dos principais indicadores dessas expectativas é o DI (Depósito Interfinanceiro) futuro, negociado na B3. A taxa DI acompanha de perto a Selic. Ou seja, quando o DI de 2029 cai, por exemplo, significa que o mercado passou a esperar juros menores para aquele ano.
O governo precisa refinanciar a dívida à medida que os títulos vencem. Quando os juros estão menores, consegue emitir novos títulos pagando menos aos investidores. Os compradores desses papéis enxergam menos riscos com a Selic menor e um ambiente econômico mais favorável, por isso pedem um menor prêmio –remuneração adicional– para financiar a dívida pública.
O gasto menor com o pagamento de juros da dívida abre espaço no Orçamento e permite mais investimentos.
O mercado enxerga que Flávio teria um governo mais disciplinado do ponto de vista das contas públicas, o que abriria mais espaço para o BC cortar juros. Uma taxa Selic menor melhora o ambiente de negócios. Empresas tendem a ter acesso a crédito mais barato, o que pode estimular investimentos, expansão e contratações.
A melhora das expectativas também pode elevar o valor das empresas na Bolsa, facilitando a captação de recursos. O Ibovespa bateu recorde na 2ª feira, ao fechar com 207 mil pontos. As empresas ganharam quase R$ 500 bilhões em valor de mercado.
Diante desse cenário a possibilidade de um governo com maior credibilidade fiscal pode produzir efeitos na economia antes mesmo da adoção de novas medidas, ao reduzir o custo de capital e aumentar a confiança dos investidores.
Os efeitos da curva de juros, porém, não são automáticos. Se as expectativas fiscais ou de inflação piorarem, os juros futuros podem voltar a subir. A mesma condição vale para uma melhora ainda maior das expectativas para o fiscal.
da Redação