Rogério Marinho solta o verbo após reunião com Edson Fachin

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O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (6/10) que o Senado não poderá permanecer omisso diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração ocorreu após Marinho se reunir com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, durante visita ao Supremo. Segundo o senador, ele já conversou com seis ministros do STF e levou ao tribunal críticas relacionadas à atuação do Judiciário na política e nas eleições.

Marinho afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro não pretende adotar uma postura de retaliação caso o candidato vença a eleição. Segundo ele, o objetivo seria restabelecer a relação entre os Poderes e reforçar o princípio da separação institucional.

“Pelo contrário o que nós queremos é reconstruir o país, queremos normalizar a relação dos Poderes e queremos que a separação seja de fato”, afirmou o senador.

Na avaliação de Marinho, também é necessário preservar a percepção de independência do Judiciário perante a sociedade.

“Não é possível que a sociedade tenha a percepção de que o Judiciário é uma extensão do governo. Isso faz mal à democracia brasileira. Nós queremos a imparcialidade, nós queremos o respeito às instituições. As regras são estabelecidas para o conjunto da sociedade, não para amigos do rei”, ponderou.

Ao abordar a possibilidade de ministros do STF cometerem crimes de responsabilidade, entretanto, o senador defendeu que o Senado cumpra sua atribuição constitucional. Sem citar diretamente o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), Marinho atribuiu ao comando do Senado a responsabilidade pelo que classificou como omissão.

“Mas, ao mesmo tempo, deixamos claro que, na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do Supremo Tribunal Federal, o Senado não vai se omitir. E hoje ele tem se omitido”, disse.

O coordenador da campanha também criticou o procedimento adotado para a análise dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo.

“O Senado da República hoje, infelizmente, é omisso, até porque o regimento do Senado determina que a abertura de um processo — que não significa uma condenação — fique sob a discricionariedade do presidente da Casa. Tem mais de 100 processos que foram entregues e ele sequer submete a constitucionalidade à sua procuradoria.”
da Redação
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