Cotado como próximo presidente do Senado, Rogério Marinho passou mal após reunião dentro do STF
06/10/2026 às 21:20 Política
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), foi encaminhado nesta terça-feira, 6, ao hospital DF Star, em Brasília, depois de apresentar um mal-estar. Ele passou por avaliação médica na unidade.
De acordo com a assessoria do senador, Marinho passa bem e permanece no hospital aguardando os resultados dos exames.
O episódio ocorreu após a comitiva da campanha retornar de Goiânia, onde Flávio Bolsonaro e aliados participaram de uma agenda com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Na ocasião, foi formalizado o apoio de Caiado, que disputou a eleição pelo PSD, à candidatura de Flávio no segundo turno contra Lula (PT).
Depois do compromisso em Goiás, o grupo embarcou de volta para Brasília. A programação, no entanto, ainda previa outras atividades na capital federal.
Antes do mal-estar, Marinho havia participado de uma reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o presidente da Corte, Edson Fachin.
Recado a Fachin
Durante o encontro com Fachin, Rogério Marinho transmitiu a posição de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro não representaria uma política de retaliação contra integrantes do Supremo.
Além de coordenar a campanha de Flávio, Marinho é líder da oposição no Senado. Segundo o parlamentar, o grupo pretende “reconstruir o país” e “normalizar a relação entre os Poderes”, sem abrir mão, porém, da responsabilização de autoridades caso sejam identificados crimes.
“Nós vamos cumprir a Constituição e a lei, nós não temos espírito de vendetta. Pelo contrário, nós queremos reconstruir o país, queremos normalizar a relação entre os Poderes”, afirmou após o encontro.
O senador também defendeu o respeito à independência do Judiciário e à separação entre os Poderes. Ao mesmo tempo, argumentou que o Senado não deve permanecer omisso diante de possíveis crimes de responsabilidade atribuídos a ministros do Supremo.
“Não há omissão. A Constituição é clara. O princípio da separação entre os Poderes é um elemento basilar na nossa Constituição e na nossa República”, disse.
Entre as propostas apresentadas por Marinho está uma alteração no regimento do Senado para permitir que pedidos de abertura de processos contra ministros do STF avancem sem depender exclusivamente de uma decisão do presidente da Casa. Conforme o senador, mais de 100 pedidos dessa natureza já foram protocolados.
A sugestão apresentada prevê que requerimentos subscritos por 49 senadores sejam encaminhados automaticamente à Procuradoria do Senado, responsável pela análise inicial. Havendo elementos considerados suficientes, o processo poderia então ser instaurado.
“Se crimes de responsabilidade forem cometidos, é evidente que eles têm que ser investigados. Ninguém está acima da lei”, afirmou.
da Redação