AO VIVO: Janja, a cabo eleitoral de Flávio (veja o vídeo)

Ler na área do assinante

As críticas à atuação de Janja já não partem apenas da oposição. Dentro do próprio PT e entre aliados de Lula, cresce o incômodo com a influência da primeira-dama nas decisões políticas, nas reuniões e na condução da campanha presidencial.

Após o resultado do primeiro turno, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula, a insatisfação ganhou força. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, dirigentes petistas passaram a responsabilizar Janja por interferências na estratégia eleitoral e por episódios considerados prejudiciais à imagem do presidente.

A ex-senadora Kátia Abreu, integrante da campanha de Lula no Tocantins, chegou a defender publicamente: “Menos Janja e mais Alckmin”. A crítica recebeu aplausos durante uma reunião de aliados.

O desconforto, entretanto, não começou agora.

Reportagens já apontavam reclamações de ministros e parlamentares sobre a dificuldade de acesso ao presidente, inclusive no Palácio da Alvorada. Segundo relatos de bastidores, a primeira-dama passou a exercer influência sobre agendas, interlocutores e decisões da campanha, dificultando conversas reservadas de aliados com Lula.

A situação ganhou mais um capítulo em 29 de setembro, quando Janja atacou publicamente o deputado Nikolas Ferreira, chamando-o de “piá de bosta”, durante um evento eleitoral em Salvador.

A declaração ocorreu após uma controvérsia envolvendo um vídeo publicado pelo parlamentar sobre uma fala de Lula a respeito de exames médicos. Nikolas reagiu nas redes sociais e, depois das eleições, respondeu: “Nunca subestime um piá”.

Para setores da campanha petista, episódios como esse alimentam polêmicas desnecessárias e desviam a atenção das propostas do presidente.

Janja, por sua vez, rejeita a ideia de que esteja agindo sem autorização. Sua assessoria afirma que toda participação política da primeira-dama tem o respaldo de Lula.

A ironia política é evidente: enquanto aliados tentam reduzir a exposição de Janja para reorganizar a campanha, suas declarações continuam oferecendo material para a comunicação dos adversários.

Não há como atribuir a ela, isoladamente, o desempenho eleitoral do presidente. Mas o fato de aliados cobrarem publicamente uma redução de seu protagonismo revela uma crise que ultrapassou os bastidores.

E é justamente dessa contradição que nasce a provocação: Janja, a cabo eleitoral involuntária de Flávio Bolsonaro.

A reportagem utiliza informações publicadas pela Folha de S.Paulo, UOL e Poder360, incluindo a declaração de 29 de setembro e as críticas registradas em 7 de outubro de 2026.

Veja o vídeo:

Emílio Kerber Filho

Escritor e Estrategista Político. Criador do método Arquitetura Eleitoral:
https://emiliokerber.com.br/

Ler comentários e comentar
Ler comentários e comentar

Nossas redes sociais

Facebook

Siga nossa página

Seguir página

Twitter

Siga-nos no Twitter

Seguir

YouTube

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Instagram

Siga-nos no Instagram

Seguir

Telegram

Receba as notícias do dia no Telegram

Entrar no canal

Rumble

Inscreva-se no nosso canal

Inscrever-se

Gettr

Siga-nos no Gettr

Seguir

Truth

Siga-nos no Truth

Seguir