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O clima de “barata voa” é natural em qualquer campanha derrotada. Todo mundo tem a sua teoria para o que não deu certo. Na verdade, o problema é o conjunto da obra. Um avião não cai por um único motivo, é preciso uma série de eventos encadeados para que a tragédia aconteça.
Culpar a Janja pode ser até divertido, mas, coitada, ela é só a faceta saliente do espírito que anima o PT. Arrogância, soberba, monopólio da virtude, tudo isso é característica da intelectualidade petista, que Janja desfila com sua graça marcante.
Vamos lembrar que, no comício em que Janja chamou Nikolas de “piá de bosta”, quem passou o microfone para a primeira-dama foi Lula. Não é a toa que sua assessoria afirmou que ela tem “respaldo” para falar o que fala. Janja é uma escolha consciente de Lula.
Em um programa transmitido pelo YouTube com os parlamentares eleitos pelo PT, Lula afirmou “ter estranhado” não ter vencido no 1o turno e, pior, ter ficado atrás de Flávio. Seu diagnóstico é que os resultados do governo “não foram compreendidos” por parte do eleitorado. Segundo Lula, portanto, seria só um problema de comunicação. Que Alckmin, agora, vai resolver.
Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.


















