Milícia digital petista entra em cena sob o comando criminoso de Janones para aterrorizar o país
08/10/2026 às 15:31 Política
As milícias digitais do PT tinham praticamente acabado sem as verbas da USAID. Neste segundo turno, voltaram com força total.
As contas desses milicianos de extrema-esquerda, em geral, são fechadas ao público ou recém-abertas, com zero ou poucos seguidores. Os comentários se repetem como um disco arranhado. Não há diálogo: quem não pensa igual é tratado como ser inferior. Trata-se de um complexo de inferioridade ao contrário. Menosprezam a inteligência de quem discorda e são a prova de que a educação foi trocada pela doutrinação. Muitos não trabalham e vivem às custas da família, da Lei Rouanet ou de sindicatos, ONGs e afins.
Quem organiza essa milícia infernal é André Janones (Rede-MG), aliado do PT. Ele montou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que passou de 50 mil para cerca de 2 milhões de inscritos depois do primeiro turno de 2026, e recruta o que chama de “soldados” para atacar Flávio Bolsonaro.
A orientação é de guerrilha digital: “descer o nível”, “ser sensacionalista” e “martelar” certas narrativas até o fim. Chamou Flávio de bandido, ladrão e miliciano, o que motivou queixa-crime de injúria no STF. Continuou empurrando o boato, já desmentido, de que Flávio tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. É desinformação espalhada como arma de guerra midiática.
Jeffrey Chiquini (Novo-PR) acionou a PGR alegando que Janones e Lindbergh Farias (PT) mentiram dizendo que Flávio acabaria com o Bolsa Família, extinguiria o salário mínimo e reduziria aposentadorias. A acusação do canal que dizia que Flávio proibiria o voto feminino foi desmentida. Contudo, está tudo documentado.
Esse é o mesmo Janones da rachadinha. Em 2025, o STF homologou acordo de não persecução penal em que ele admitiu usar cartão de assessor para gastos pessoais — cerca de R$ 131,5 mil em 2019 e 2020 —, devolveu o valor e pagou multa de cerca de R$ 26 mil. Evitou denúncia por peculato e não foi cassado. Depois negou que aquilo fosse confissão de crime.
O “Exército do Lula” não se incomoda com rachadinha de esquerda. Também não defende negro, mulher, gay ou trans de direita. O critério não é a conduta. É o lado.
Logo depois da apuração do segundo turno, perfis dessa militância pediram que Lula dissolvesse o Congresso à força, decretasse estado de sítio e anulasse a eleição. Houve quem citasse Daniel Ortega, que cancelou o pleito na Nicarágua para a direita não chegar ao poder.
A mesma turma que pedia o voto de cristão passou a pedir a morte de pastores, a instigar “tacar fogo” em igrejas e em candidatos da direita, a falar em “Hamas brasileiro” e em “genocídio” se Lula perder.
Nas redes, a “esquerda do amor” chegou a propor uma revolução cultural mais violenta que a chinesa — que matou dezenas de milhões — e a sugerir, como solução, o exemplo bolchevique da execução da família do czar, crianças incluídas. São perfis da militância, não necessariamente do Janones. O clima que o canal ajuda a alimentar é esse.
Não esmoreça nem entre no clima de que Flávio Bolsonaro já venceu. O Congresso mudou e, com os partidos que já declararam apoio a Flávio no segundo turno, há maioria absoluta de direita na Câmara e no Senado. Ainda assim, não subestime quem tomou o poder e trata adversário político como inimigo.
Lucia Sweet
Jornalista