
URGENTE: Flávio vai ao ataque e pede ao TSE a cassação da chapa de Lula

09/10/2026 às 06:58 Direito e Justiça

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação da chapa de Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB). A ação atribui aos adversários o benefício eleitoral de uma rede de perfis no Instagram que, segundo a representação, disseminou conteúdos falsos ou descontextualizados contra o candidato do PL durante as primeiras horas após o primeiro turno.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) aponta 218 publicações classificadas pela campanha como falsas ou descontextualizadas, que teriam alcançado 11,6 milhões de visualizações em aproximadamente 62 horas. Em caráter liminar, os advogados pedem a suspensão de 32 perfis até o encerramento do segundo turno. No julgamento definitivo, solicitam o reconhecimento de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação, a cassação do registro ou diploma dos candidatos beneficiados e a declaração de inelegibilidade por oito anos dos responsáveis, conforme a participação de cada um.
A representação classifica o episódio como “o maior registro de abuso de poder já ocorrido na história democrática do Brasil” e acrescenta, em referência a uma frase popularizada por Lula: “nunca antes na história desse país”.
O levantamento apresentado ao TSE abrange o período entre a meia-noite de 5 de outubro e as 14h28 de 7 de outubro. Nesse intervalo, foram coletadas 2.856 publicações de 146 perfis de apoio a Lula. Desse total, 2.101, equivalentes a 74%, utilizaram o recurso de coautoria do Instagram, conhecido como collab, que permite compartilhar uma publicação entre diferentes contas.
A análise identificou 1.525 perfis interligados por 5.882 conexões, distribuídos em 16 comunidades por meio de um algoritmo de detecção de grupos. Segundo os advogados, os vídeos foram transcritos e as publicações consideradas suspeitas foram “lida, checada e classificada”.
A lista de contas mencionadas inclui ainda perfis de políticos de esquerda, entre eles o deputado federal eleito Thiago Resiste e o deputado estadual Leonel Radde. Para esses casos, a campanha pede a retirada das publicações questionadas e o monitoramento, mas não a suspensão das contas, citando “sua natureza institucional”.
Além do bloqueio temporário dos 32 perfis, a campanha solicita que o TSE impeça o uso do recurso de coautoria entre as contas listadas e determine a remoção, em até 24 horas, de 221 publicações e de cópias equivalentes.
Os advogados também querem proibir Lula, Alckmin, o programa Porta-Voz do Lula e os perfis citados de divulgar as nove narrativas contestadas, com a ressalva de que a medida não alcance “a crítica, a opinião e a divulgação de fatos verdadeiros”. A ação pede ainda a identificação dos responsáveis por contas anônimas.
Em caso de descumprimento, a campanha requer multa de R$ 100 mil por hora para as plataformas e de R$ 50 mil por publicação para os investigados e responsáveis pelos perfis.











