A tríade do mal na política: Lula, Janja e Ana Elisa sob o signo da liberdade religiosa

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A ciência política e a psicologia há muito usam a “tríade sombria” — narcisismo, maquiavelismo e psicopatia — para desmascarar as patologias do poder. Longe de pretender rotular clinicamente quem quer que seja, esses conceitos funcionam como lentes afiadas para expor o que há de mais nocivo no debate público brasileiro: o personalismo cego, a manipulação fria e a insensibilidade moral diante de direitos sagrados. No palco do poder atual, Lula, Janja e a deputada eleita Ana Elisa encarnam, em suas atitudes e estratégias, essa exata combinação aversiva quando o assunto é o tratamento reservado aos cristãos e à liberdade de fé.

Lula encarna o narcisismo político em sua forma mais pura. Trata-se da soberba de quem confunde a própria trajetória com o próprio Estado, reduzindo projetos coletivos e valores comunitários a meros adereços de sua biografia. O diálogo do presidente com os cristãos nunca foi sobre respeito institucional, mas sobre aceno eleitoral. Quando a imagem pessoal se sobrepõe aos princípios e o projeto de poder atropela a coerência, a fé alheia vira apenas palanque. O narcisismo do poder não tolera a independência da consciência religiosa, quer apenas a submissão do eleitor em troca de sorrisos calculados em época de eleição.

Janja representa a engrenagem do maquiavelismo estratégico. A atuação política e comunicacional da primeira-dama explicita a instrumentalização fria do sentimento alheio. É a política reduzida ao puro cálculo de conveniência. É aproximar-se da comunidade evangélica ou católica não por convicção democrática, mas por pragmatismo eleitoral. A estratégia do PT para com os cristãos tem se mostrado uma tática de conveniência, respeita-se a fé apenas enquanto ela render votos e despreza-se o crente no instante em que ele ousar discordar da agenda ideológica do governo. Isso não é construção de pontes, é manipulação política refinada.

Ana Elisa, por sua vez, personifica a insensibilidade moral, a versão política da psicopatia social. As declarações atribuídas à deputada sobre o fechamento de igrejas escancaram um desprezo visceral pela liberdade alheia e uma assustadora ausência de empatia com a fé de milhões. A mera defesa ou banalização do cerceamento de templos religiosos rompe os limites da divergência democrática e descamba para o autoritarismo puro. É o reflexo de um fanatismo ideológico que enxerga o sagrado como inimigo a ser abatido.

A história serve de alerta estridente, não de mero ornamento. Os regimes autoritários de matiz comunista que perseguiram cristãos, fecharam templos e lançaram fiéis à clandestinidade começaram justamente assim: relativizando a liberdade religiosa e tratando a fé como ameaça ao regime. Não se trata de equiparar de forma simplista o PT a ditaduras do passado, mas de reconhecer os mesmos sinais de alerta. Qualquer aceno, por menor que seja, à restrição do culto deve ser combatido com indignação implacável.

Os cristãos brasileiros não são idiotas úteis para serem bajulados na campanha e atacados no mandato. A liberdade religiosa é um pilar inegociável, não uma moeda de troca ou concessão governamental. Nenhum projeto de poder está acima do direito sagrado de professar a fé, nenhum líder é dono da consciência nacional e nenhuma estratégia eleitoral justificará a arrogância de quem tenta calar a crença de um povo.

Foto de Henrique Alves da Rocha

Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

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