Mais um avião cai em Minas Gerais e mortes são confirmadas

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Minas Gerais registrou dois acidentes aéreos em um intervalo de poucas horas nesta sexta-feira (9), que deixaram quatro mortos. O primeiro ocorreu em Belo Horizonte, onde um monomotor caiu na área de manutenção do metrô, nos fundos da Estação São Gabriel, na região Nordeste da capital. O piloto, único ocupante da aeronave, morreu carbonizado. 

Horas depois, um avião da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, provocando a morte de três integrantes da corporação. Os locais das duas ocorrências ficam a aproximadamente 200 quilômetros de distância.

Acidente com monomotor em Belo Horizonte

A primeira ocorrência envolveu uma aeronave de pequeno porte que havia decolado do Aeroporto da Pampulha. O plano de voo previa um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguido do retorno à capital mineira.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o avião atingiu uma estrutura do galpão do Metrô BH durante a queda e também colidiu com a fiação elétrica existente no pátio de manutenção. Apesar dos danos e da gravidade do acidente, nenhuma outra pessoa que estava no local ficou ferida.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave estava regular e possuía certificado de inspeção válido até outubro de 2027. O registro era destinado ao uso privado, sem autorização para a realização de atividades comerciais, como táxi aéreo ou transporte regular de passageiros.

A Força Aérea Brasileira (FAB) comunicou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as circunstâncias da queda. A Polícia Civil, por sua vez, informou que o corpo do piloto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. As causas do acidente ainda serão investigadas.

Queda de avião da Polícia Militar no Vale do Aço

O segundo acidente aconteceu horas depois, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, às margens da BR-458, na altura do quilômetro 43. A aeronave pertencia à frota da Polícia Militar de Minas Gerais e realizava um voo de recheque, procedimento utilizado para avaliar e verificar a proficiência dos pilotos.

O avião, identificado como Pégasus 17, era um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO. Fabricada em 1986, a aeronave tinha capacidade original para transportar nove passageiros, além do piloto. Conforme as informações divulgadas, sua documentação permanecia válida até abril de 2027.

Segundo reportagem do jornal O Tempo, o avião era empregado em diferentes atividades da corporação, incluindo o transporte de órgãos destinados a transplantes.

Após o acidente, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais enviou duas equipes para atender à ocorrência. Imagens registradas por pessoas que estavam nas proximidades mostraram uma extensa coluna de fumaça preta sobre o local da queda.

Os três ocupantes morreram. As vítimas eram integrantes da Polícia Militar e atuavam no Comando de Aviação do Estado (Comave), unidade responsável pelas operações aéreas da corporação.

da Redação
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