O esquema Vorcaro, a teia petista que cerca o Planalto e a participação de Lula

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O oficial da reserva do Corpo de Bombeiros Adriano Lacerda postou em seu perfil no X uma análise elucidativa sobre o esquema que envolve Daniel Varcaro e o PT. Mais um esquema bilionário de corrupção entabulado por essa corja. Eles voltaram à cena do crime. Leia o texto:

A reportagem de VEJA (edição 3016) descreve, em detalhes, um esquema que reúne os elementos clássicos de corrupção de Estado: propina em dinheiro vivo, fundos de pensão públicos como caixa, operadores com acesso ao gabinete do ministro e pagamentos "por fora" destinados a um instituto ligado ao presidente. E o mais grave: os nomes citados não são coadjuvantes — são o núcleo duro do governo Lula.
OS NOMES DE PRIMEIRA GRANDEZA CITADOS
O que torna essa história politicamente explosiva é que todos os citados têm acesso direto a Lula:
João Vaccari Neto — ex-tesoureiro do PT, condenado no Lava Jato. É ele quem, segundo Vorcaro, estipulou o "pedágio" de 10% de tudo o que o banco captasse nos fundos de previdência.
Alexandre Padilha — ministro das Relações Institucionais, o homem da articulação política do Planalto. Vorcaro afirma ter jantado com ele e recebido a garantia de que "o que tratasse com Olavo seria como se estivesse tratando com o próprio Padilha".
Olavo Noleto — braço direito de Padilha, que teria operado a favor do Master junto a Previ, Petros e Postalis.
Jaques Wagner — líder do governo no Senado, apontado como o intermediário da aproximação inicial com o PT.
Paulo Okamoto — diretor e amigo pessoal de Lula, gerenciador do Instituto Lula, destinatário do pagamento.
Walfrido Mares Guia — ex-ministro de Lula, elogiando a aproximação de Vorcaro com o núcleo do Planalto.
Não é uma lista de funcionários de segundo escalão. É o círculo íntimo do presidente.
OS R$ 30 MILHÕES "POR FORA" E O INSTITUTO LULA
O ponto central da crítica é o pagamento de R$ 30 milhões em espécie, por fora, ao Instituto Lula — gerido por Okamoto, amigo e homem de confiança do presidente. O próprio Vorcaro, em áudio, é explícito:
"O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula... O filme do Lula eu coloquei acho que até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado."
Aqui está a contradição que desmonta a defesa do Planalto. Dinheiro em espécie, fora dos canais oficiais, destinado a um instituto presidido por um amigo pessoal de Lula, para financiar um documentário sobre o próprio Lula. Não há como sustentar que o presidente desconhecia o destino de R$ 30 milhões em caixa direcionados à sua imagem e à sua entidade. Quando o dinheiro vai parar no instituto do chefe, a autorização deixa de ser um salto lógico — torna-se a única leitura razoável dos fatos.
E não para aí: Vaccari exigiu mais um valor não revelado diretamente ao Instituto Lula, além da taxa de 10% sobre tudo o que o Master captasse. Se o esquema tivesse vingado, o petismo embolsaria R$ 1 bilhão, enquanto Vorcaro faturaria R$ 9 bilhões com o dinheiro dos servidores públicos.
A PARTICIPAÇÃO DE LULA
A tese de que Lula autorizou seus principais colaboradores a negociar com Vorcaro se sustenta em três pilares:
O destino do dinheiro: R$ 30 milhões em espécie para o Instituto Lula, gerido por seu amigo direto Paulo Okamoto. Ninguém move essa quantia para a entidade do presidente sem seu aval.
A cadeia de comando: Vaccari (ex-tesoureiro), Padilha (ministro), Wagner (líder no Senado) e Okamoto (diretor do instituto) são todos homens de confiança pessoal de Lula. É implausível que operassem um esquema dessa magnitude às suas costas.
A articulação para o encontro: mensagens mostram o grupo de Padilha tentando agendar uma reunião entre Lula e Vorcaro — "O PR vai te receber", "já conversaram com PR e ele gostou da conversa". Ainda que o encontro não tenha se confirmado, a disposição do entorno presidencial em aproximar o banqueiro do chefe revela o nível de intimidade do esquema.
da Redação Ler comentários e comentar