Procurador da Lava Jato chama colunista da Folha de “Porta voz de colarinhos brancos condenados”

A Folha de S.Paulo assume a sua decadência ao se transformar num veículo que caminha na contramão dos anseios da sociedade, como um meio de comunicação protetor e ‘porta voz’ de criminosos condenados, que se chafurdaram no lamaçal da corrupção.

A colunista Mônica Bergamo, certamente na ânsia de aparecer, assume esse papel indecoroso.

Na semana passada foi a vez de Lula, numa entrevista combinada, o protótipo do anti-jornalismo, da falta de profissionalismo e da indecência.

Esta semana, um show de lamúrias em favor de Paulo Maluf.

Maluf também está vestido de branco. Como tem muita dificuldade de caminhar, foi autorizado a usar sapatos.
Curvado e apoiando o braço esquerdo em uma muleta, ele anda vagarosamente pelo corredor que nos levará à cela 10, um espaço de cerca de 10 m² que divide com três detentos.
Apoia o lado direito do corpo na parede para não cair. O dedo mínimo de sua mão está sangrando, deixando marcas por onde encosta. (...)
Invoca seus problemas de saúde. “Eu tive câncer de próstata. Eu sou cardíaco. Tomo 15 remédios por dia.”
Aponta para os medicamentos, que ficam em saquinhos plásticos e são guardados na cama de cima do treliche junto a frutas, biscoitos e Toddynhos que são levados aos presos pelos familiares.
Precisa fazer fisioterapia, mas a especialista da área está de férias e ele não consegue começar o tratamento.
A Folha quer os condenados Maluf e Lula soltos. É o apoio sem rodeios à impunidade. É de se lamentar.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, definiu bem a encenação maligna:

“O inacreditável nesta entrevista com Maluf, feita pela porta-voz de colarinhos brancos condenados, é que, após lutar décadas para não ser preso, venha ele reclamar que está muito velho para cumprir pena na penitenciária.
Mandar Maluf para casa é beneficiá-lo duplamente, pois mostra que vale a pena contratar advogados a peso de ouro para impetrar uma série inimaginável de recursos, os quais, combinados com o foro privilegiado, o manterão fora da cadeia, ou, se por um acaso for condenado antes da prescrição, levarão a uma prisão domiciliar pela idade.
É preciso que se tenham consequências das suas próprias decisões, e Maluf está preso hoje por todas as decisões que tomou em vida.”


da Redação

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