Partido de esquerda surpreende e nega apoio a Lula no segundo turno

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O Partido da Causa Operária (PCO) decidiu recomendar o voto nulo no segundo turno da eleição presidencial, que será disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A orientação foi aprovada no domingo, 11 de outubro, durante a 39ª Conferência Nacional da legenda, realizada em São Paulo.

A decisão marca uma mudança em relação ao posicionamento adotado em 2022, quando o partido apoiou Lula na disputa contra Jair Bolsonaro. Desta vez, a sigla avalia que o presidente, ao longo de seu terceiro mandato, priorizou os interesses de bancos e grandes empresários em detrimento das reivindicações dos trabalhadores.

Em documento apresentado pela direção nacional, o partido declarou:

“A classe trabalhadora não tem nada a ganhar ao votar em Lula”.

O texto também defende uma posição de independência política em relação aos dois candidatos:

“Por isso, nossa mensagem tem de ser inequívoca: nenhum apoio aos dois candidatos do capital, trabalhador só vota em trabalhador.”

Críticas à política econômica do governo

Entre os principais alvos das críticas do PCO estão as medidas econômicas conduzidas pelos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet, além da atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A legenda acusa o governo federal de beneficiar instituições financeiras e de limitar os recursos destinados às políticas sociais por meio do arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece regras para a evolução das despesas públicas.

O partido também questiona a aproximação entre o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a conferência, o presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta, criticou a relação entre o PT e a Corte.

“O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF”, afirmou Pimenta.

Na sequência, acrescentou:

“O PT compactuou com o atentado do STF contra os direitos democráticos da população.”

As declarações refletem a avaliação política da direção do partido sobre a relação entre o governo federal e o Judiciário.

da Redação Ler comentários e comentar