Pátria amada Brasil, de sapato e chinelo

O que antes parecia não admissível, agora estranhamente, toma corpo no Supremo Tribunal Federal (STF) através de pressões que surgem sobre a presidente ministra Carmem Lúcia, a fim de que aquela Suprema Corte desdiga o que já disse sobre o cumprimento de pena após julgamento de um mesmo processo pela primeira e segunda instância colegiada.

Nesse nicho está em evidência o penta processado Lula da Silva com um processo que lhe aumentou a condenação a 12 anos e um mês de prisão. E, pelo registro na imprensa, o ministro Celso de Melo é quem parece indicar esse sinistro movimento pela não prisão do condenado, por duas vezes, Lula.

Se esse movimento vingar, envergonhará a magistratura e a Justiça brasileira, porque em nenhum país do mundo existe essa aberração jurídica que pretendem enfiar na goela de brasileiras e brasileiros.

No jornal Estadão, o ministro Celso de Mello diz que essa é uma “questão básica de direito fundamental, o direito de a pessoa ser presumida inocente”.

Quando os apadrinhadores de teses absurdas não têm argumento jurídico apelam jogar para o povão, procurando algum apoio. Ocorre que o povo já não aceita “proteção” falsa que apresenta uma coisa aparentemente legal, mas, na verdade objetiva proteger o crime e criminosos.

A população brasileira e mundial arregala os olhos e enxerga nas ameaças que Lula fez, há tempos, sobre a “covardia de ministros do Supremo Tribunal Federal” como se todos estivessem de joelhos perante suas “chicotadas” de xingamentos e que elas eram para valer. Não é assim? Então, por que tanta lambança entre prender o condenado Lula da Silva por ter sido condenado em duas instâncias como determina o próprio STF e agora, querem rediscutir o que tem de ser, simplesmente, cumprido como determinação da Corte Suprema?

Como, algum ministro do STF ou qualquer outra instância pode arguir “presunção de inocência” de quem já foi condenado e teve pena aumentada na segunda instância, pelo mesmo crime?

Além do que crescem provas contra o mesmo condenado em processos paralelos.

Aliás, essa tentativa de bagunça jurídica que alguns pretendem, mais se inclina para a tese de defesa de Lula do que outra coisa.

Ora, o STF já discutiu isso por duas vezes e decidiu pela execução da condenação em segunda instância. Tal qual a situação do condenado Lula da Silva.

Agora, ficou muito marcada essa posição do decano ministro Celso de Mello para, praticamente salvar Lula da cadeia, enquanto ele ficaria per eternum recorrendo, recorrendo, até que seu processo prescreva e ele, Lula, fique isento da condenação, e o povo com a banana que o maior escroque lhe esfregará na cara de otário.

Afinal, é bom que as senhoras e senhores ministros do STF prestem atenção, pois os corações e mentes das brasileiras e brasileiros de bem têm aceso em seus corações a imorredoura esperança de transformar o Brasil numa nação verdadeiramente digna. E tal sentimento não é um patriotismo ingênuo, mas reafirma que o Brasil é muito maior do que tais crises que, agora, ameaçam com suas águas putrefatas as praias do STF.

Que não se confundam ministros com políticos que desmerecem os cargos que ocuparam ou ocupam. Afinal, o Brasil não pode ser confundido com maus políticos que misturam seus mandatos com falcatruas, nem com autoridades que usam mal o poder, nem com os traficantes, nem com os corruptos e outros bandidos que costumam aparecer nas manchetes depreciativas da imprensa.

Os símbolos da Pátria, no Hino Nacional, na bandeira, no selo, nas armas, e nas cores nacionais são dignos de respeito, assim como a inabalável Justiça tem de ser observada como salvaguarda da honra da Pátria.

As hienas do crime que se alimentam de ações putrefatas da corrupção, entre outros danos à Pátria, vivem se autoproclamando benfeitores do Brasil.

Qual o preço pago pelo País?

Com isso querem que a sociedade não veja seus crimes. Querem ser tratados como se usassem sapatos e o povo andasse de chinelos.

As importâncias da justiça e da moral têm que ser veneradas.

O Brasil está mudando e não pode ser desrespeitado.

Com esse sentimento lhe dou hoje bom dia, o meu bom dia pra você.




Ruy Sant'Anna

Advogado e Jornalista

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