Um teste à nossa capacidade de indignação

Ler na área do assinante

Siga o Jornal da Cidade Online no Google

Acompanhe as principais notícias do momento direto nos resultados de busca.

Adicionar

O quanto podemos estar anestesiados e insensíveis a ponto de já não nos desconcertarmos com a onda de indignidade que campeia no país?

O deputado André Janones disse à coluna do jornalista Paulo Cappelli, do Portal Metrópoles, que, em 2026, faria uma campanha "mais baixa que a anterior" para reeleger Lula. Janones, militante de extrema esquerda, declarou:

"A brincadeira nem começou ainda e vou fazer uma campanha mais baixa que a anterior. O Flávio será amassado e haverá choro e ranger de dentes" (Metrópoles, 03/04/2026).

A promessa está sendo cumprida. Um tsunami de fake news tomou as redes sociais. Mentiras do tipo Flávio vai acabar com o Pix, com o SUS, com o décimo terceiro e com a aposentadoria são o mínimo.

Às vezes, o tiro sai pela culatra, quando a mentira traz à tona um fato que a esquerda gostaria de ocultar. Aconteceu quando mentiram que Flávio Bolsonaro ia cassar a condição de "padroeira do Brasil" atribuída pela tradição à Nossa Senhora Aparecida e contemplada na lei 6.802/1980.

Em 06/10/2026, o Poder360 publicou: 

"Dirigente do PT defendeu no STF em 2020 fim de feriado de Nossa Senhora". 

A ação foi assinada pelo advogado Ralph Anzolin Lichote, um ex-dirigente do PT fluminense. Ele atuou só como profissional e o PT não foi parte na ação. mas isso dizemos nós a bem da verdade, nós que não nos alinhamos com a truculência da esquerda.

A notícia, porém, tem impacto e sublinha a desonestidade petista.

É preciso conhecer fatos até aqui omitidos pela extrema imprensa e, só assim, compreender o jogo sujo que está sendo jogado para reeleger Lula.

Em 2014, o PT realizou um "camping digital" em São José dos Campos/SP, reunindo 2000 militantes a serem treinados para "guerrilhas virtuais": começava a campanha pelo 2º mandato de Dilma Rousseff. Foram treinados cerca de dois mil militantes para, além doutras práticas nada santas, "ganhar audiência em blogs", "defender o partido na internet" e, notem isto, "navegar sem deixar rastros que permitam a identificação", isto é, agir de forma anônima, driblar as autoridades e cometer, sem risco, nas redes sociais, três crimes previstos no Código Penal: calúnia, injúria e difamação.

Mas não começou aí. O camping digital foi para atiçar a fúria e incitar milicianos: "Desde 2010, o PT tem dado uma atenção especial à atuação da militância virtual", disse à época Emidio de Souza, presidente do PT paulista. Em 2011, no 4º congresso do PT, foi criada a Militância em Ambientes Virtuais (MAV, na sigla petista) para infestar as redes com ataques a adversários e à imprensa independente.

A maldade se aprimorou e hoje está mais articulada. Um delinquente lança nas redes sociais a mentira: "Flávio quer cassar a padroeira do Brasil".

Lula faz um teatro fingindo indignação. Janja aparece com uma medalha de Nossa Senhora Aparecida: é para viralizar. Um colunista de O Globo usa suas mídias sociais para pôr mais veneno. E essa infâmia fica impune.

O jogo é sujo. É pesado. Sem escrúpulos. Mas não é de hoje. A diferença agora é a presunção de impunidade, o que explica a petulante ousadia de um extremista como Janones, capaz de revelar seu propósito indigno a um jornalista sem recear qualquer prejuízo.

Quantos ainda resistirão em admitir que estamos à beira do mais cruento autoritarismo? E quantos já terão compreendido a sanha revolucionária dos partidos de esquerda no Brasil?

É forçoso dizer. Não ter o ato concreto de votar contra quem transforma a política num vale tudo é aceitar a supremacia de extremistas para quem a lei não importa: só importa a vontade (e a conveniência) do partido.

Votar em branco, votar nulo ou abster-se de votar, em vez de rebelar-se contra esse jogo sujo, são formas de omissão: é deixar o caminho livre para quem não respeita sobretudo  a liberdade dos demais.

Foto de Renato Sant'Ana

Renato Sant'Ana

Advogado e psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

Ler comentários e comentar