
O STF corre para negociar a própria impunidade

14/10/2026 às 12:39 Direito e Justiça

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Depois de anos decidindo como se fosse dono do país, o STF finalmente sentiu o cheiro de prestação de contas. Com a nova composição do Senado e dezenas de parlamentares eleitos sob a bandeira do enfrentamento aos abusos da Corte, os ministros abandonaram a pose de intocáveis e partiram para a articulação política: conversas reservadas, gestos judiciais calculados e uma tentativa evidente de comprar trégua com setores da direita. Não é independência; é autopreservação.
O tribunal que censurou, perseguiu e ameaçou agora descobre que parlamentares podem julgar seus membros. E, em vez de aceitar o controle constitucional, transforma o Senado em balcão de negócios para salvar cargos, privilégios e impunidade.
O Brasil não pede golpe contra o Judiciário; pede que ele volte ao seu lugar. Se os ministros acham que podem continuar legislando, perseguindo e chantageando o Legislativo, que preparem os processos: a era da blindagem está chegando ao fim.

















