Flávio engrena ofensiva e aciona estratégia para aumentar a diferença sobre Lula

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu oito estados como prioritários na disputa do segundo turno contra Lula (PT): São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins, Bahia, Pará e Amazonas.

A estratégia é fortalecer a votação nos cinco estados onde Flávio venceu no primeiro turno e conquistar novos eleitores nos três em que Lula terminou à frente. A operação eleitoral aposta no peso político de governadores eleitos, prefeitos e lideranças partidárias para transformar apoios em votos efetivos nas urnas.

Nos três maiores colégios eleitorais do país, Flávio reúne aliados importantes: Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes, em São Paulo; Cleitinho Azevedo e Romeu Zema, em Minas Gerais; e Douglas Ruas, no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, o palanque conta com Luciano Zucco, Hamilton Mourão, Marcel van Hattem e Sanderson. Já no Tocantins, a articulação envolve Professora Dorinha e Eduardo Gomes. O peso dessa estratégia aparece nos números do primeiro turno: somente em São Paulo, Flávio recebeu 12,92 milhões de votos, contra 9,50 milhões de Lula, vantagem superior a 3,4 milhões. Em Minas, a diferença foi de aproximadamente 590 mil votos; no Rio, de 1,27 milhão.

A segunda frente da campanha mira Bahia, Pará e Amazonas, onde o desafio é reduzir a vantagem de Lula. Na Bahia, Flávio aposta na mobilização de ACM Neto; no Pará, no apoio do governador eleito Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel; e, no Amazonas, no palanque de Maria do Carmo Seffair, candidata ao governo estadual. O objetivo é combinar crescimento nos redutos favoráveis com recuperação de votos em territórios petistas. A estratégia, entretanto, dependerá da capacidade dos aliados de mobilizar seus eleitores.

A campanha de Flávio Bolsonaro parece ter identificado um caminho eleitoral bastante objetivo: não basta vencer onde já é forte; é preciso aumentar a diferença nesses estados e reduzir as perdas nos territórios dominados pelo PT.

O ponto mais importante está em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Juntos, esses três estados deram a Flávio aproximadamente 5,27 milhões de votos a mais que Lula no primeiro turno. São números expressivos, que ajudam a explicar a prioridade atribuída ao Sudeste.

da Redação Ler comentários e comentar