Moraes manda prender aquele que foi tido como o “homem forte” da polícia no Rio de Janeiro

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O delegado Marcus Amim que ocupou alguns dos principais cargos da segurança pública fluminense ao longo de sua carreira foi preso nesta quinta-feira (15), por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Amim ingressou na Polícia Civil em 2002. Como delegado, comandou unidades estratégicas da corporação, entre elas a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho).

Em junho de 2023, ele foi nomeado pelo então governador Cláudio Castro (PL) como presidente do Detran-RJ. Em outubro daquele ano, foi nomeado secretário de Polícia Civil.

A chegada de Amim à secretaria de Polícia Civil teve intervenção do então presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (PL), responsável pela sua indicação ao cargo em substituição a José Renato Torres — que ficou apenas três semanas como secretário.

Amim permaneceu no cargo por cerca de dez meses, até ser substituído pelo delegado Felipe Curi. Depois, assumiu a coordenação do Departamento de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Em dezembro de 2025, o então presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), exonerou o delegado.

O ministro Alexandre de Moraes determinou ainda o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas a uma suposta rede de lavagem de dinheiro.

Desse total, 96 são postos de combustíveis que seriam utilizados para camuflar e legalizar recursos de origem criminosa.

Um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) enviado à Polícia Federal indica que o esquema movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. Diz o relatório:

“Além do crime de organização criminosa armada, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, afirmou a PF.

E acrescenta:

“A ação desta data se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635”.
da Redação
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