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A Força Aérea Brasileira (FAB) trancou por até 100 anos a lista de passageiros e os planos de voo de um jato ligado a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O pedido foi feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) e cobria os voos da aeronave de prefixo PS-FST entre 10 e 20 de novembro de 2025.
Foi nesse intervalo, em 17 de novembro, que Vorcaro foi preso em Guarulhos, pouco antes de embarcar num jato particular rumo a Malta.
O Comando da Aeronáutica recusou o pedido com base no artigo 31 da LAI, que permite fechar informações pessoais pelo prazo máximo de 100 anos. A justificativa foi proteger "a intimidade e a vida privada" de quem usou o avião.
Segundo a FAB, o roteiro da aeronave permitiria ligar os deslocamentos a "dirigentes, sócios e demais usuários", que poderiam ser identificados pelo cruzamento com registros públicos. O histórico dos voos, diz o órgão, ainda daria para reconstruir o vaivém dessas pessoas.
A FAB foi além: nem a simples confirmação de que houve plano de voo numa certa data pode ser liberada.
O sigilo bate de frente com uma promessa de Lula. Na campanha de 2022, o petista disse que acabaria com o sigilo de 100 anos, previsto na LAI desde 2011. A regra segue de pé.
E o caso do jato não é o único. Em agosto, o Exército barrou o acesso aos nomes dos oficiais-generais indicados à promoção. Também blindou eventuais conversas de militares com a Palantir, companhia que faz análise de dados.
O Banco do Brasil fechou os nomes de quem visitou a presidência do banco. Já a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) se recusou a revelar quem fez media training desde 2021, num contrato público.








