Flávio Bolsonaro dá "surra" em Lula, diz agregador de pesquisas

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,49% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,51%, segundo o Monitor Eleitoral da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME. Os números fazem parte da consolidação dos levantamentos sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Em comparação com a média das pesquisas realizadas antes do primeiro turno, o senador ampliou sua participação de 50,43% para 51,49%. Lula, por sua vez, passou de 49,57% para 48,51% no mesmo período, conforme os dados apresentados pelo agregador.

A atualização reúne pesquisas eleitorais disponíveis até as 18h de 12 de outubro de 2026. Nesta rodada, foram acrescentados 23 levantamentos registrados no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos 182 estudos que integravam a compilação anterior.

O Monitor Eleitoral utiliza uma média ponderada para acompanhar a evolução das intenções de voto. O método considera as pesquisas divulgadas na quinzena mais recente e atribui pesos distintos aos levantamentos, levando em conta fatores como a metodologia empregada e a data de realização.

Como é calculada a média das pesquisas eleitorais?

O Monitor Eleitoral da Inteligov não utiliza uma média aritmética simples dos levantamentos disponíveis. Em vez disso, aplica o método de Média Móvel Ponderada, que atribui diferentes pesos às pesquisas de acordo com critérios metodológicos e com o período em que foram realizadas.

Os levantamentos presenciais domiciliares recebem peso integral no cálculo. Já as pesquisas conduzidas por IVR, sistema automatizado de entrevistas telefônicas, e aquelas realizadas pela internet têm sua influência estatística reduzida entre 30% e 45%.

A data de realização também interfere no resultado. Conforme a metodologia apresentada, o peso de uma pesquisa diminui 25% a cada quinzena de envelhecimento. Dessa forma, levantamentos antigos permanecem no histórico, mas exercem influência progressivamente menor sobre a média atual.

O objetivo é privilegiar as informações mais recentes sem desconsiderar a evolução das intenções de voto ao longo do tempo. A cada nova atualização, outras pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base de dados, permitindo acompanhar as mudanças no cenário eleitoral desde março.

da Redação
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