
URGENTE: Governo Trump envia forte carta sobre as eleições no Brasil

16/10/2026 às 21:00 Internacional

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em carta enviada a uma congressista norte-americana e assinada na quinta-feira (15), que o governo de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes por meio de eleições livres e justas.
No mesmo documento, a administração norte-americana defendeu medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A manifestação foi uma resposta a uma carta encaminhada em setembro por um grupo de 31 deputados dos Estados Unidos ao Departamento de Estado. Na ocasião, os parlamentares solicitaram que a Casa Branca respeitasse o processo eleitoral brasileiro e acusaram o governo Trump de tentar influenciar a disputa por meio de iniciativas econômicas, políticas e diplomáticas direcionadas ao Brasil.
Na resposta, o órgão norte-americano reiterou o compromisso com a realização de eleições democráticas e declarou que pretende manter o diálogo com o governo que assumir o poder após a votação.
"Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade nos dois países", afirmou o Departamento de Estado.
Apesar de defender o direito dos brasileiros de escolher seus representantes, o governo norte-americano também sustentou que as sanções aplicadas contra autoridades e organizações brasileiras seguiram os critérios legais e regulatórios correspondentes a cada medida.
A troca de correspondências ocorre após uma sequência de manifestações de congressistas norte-americanos preocupados com a relação entre Washington e Brasília e com a posição dos Estados Unidos diante das eleições brasileiras.
Em 24 de setembro, 31 deputados enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio. No documento, acusaram o governo Trump de pressionar instituições brasileiras e de colocar em risco a parceria estratégica entre os dois países.
Os parlamentares também cobraram um compromisso explícito dos Estados Unidos de reconhecer e aceitar o resultado das eleições previstas para outubro.
Cinco dias depois, três senadores democratas encaminharam outra manifestação a Rubio, solicitando garantias de que a administração norte-americana respeitaria o resultado da votação no Brasil.
Na correspondência, os senadores expressaram "preocupação com ações do governo" que, segundo eles, ameaçariam a aliança estratégica entre as duas nações. O grupo também apontou uma suposta tentativa de interferência norte-americana no cenário político brasileiro.

















