
Em forte carta sobre eleições brasileiras, Trump cita Moraes, PCC e CV

16/10/2026 às 21:50 Internacional

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em carta enviada a uma congressista norte-americana e assinada na quinta-feira (15), que o governo de Donald Trump apoia o direito dos brasileiros de escolher seus representantes por meio de eleições livres e justas.
No mesmo documento, a administração norte-americana defendeu medidas adotadas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Ao abordar a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, em julho de 2025, o Departamento de Estado declarou que a decisão teve como fundamento documentos e evidências de "graves violações dos direitos humanos".
Segundo a justificativa apresentada pelo governo Trump, Moraes "abusou de sua posição ao autorizar prisões preventivas injustificadas e comprometer a liberdade de expressão".
O órgão norte-americano também acusou o ministro de conduzir "uma iniciativa direcionada e politicamente motivada para silenciar críticos políticos, por meio da emissão de ordens secretas que obrigavam plataformas digitais, incluindo empresas americanas de redes sociais, a banir contas de pessoas que publicavam manifestações protegidas pela liberdade de expressão".
As declarações fazem parte da argumentação oficial apresentada pelo governo dos Estados Unidos para justificar a medida. O nome de Moraes, entretanto, foi retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky em dezembro de 2025.
Outro ponto abordado na correspondência foi a posição do governo Trump sobre o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. O Departamento de Estado defendeu a classificação das duas facções como organizações terroristas, argumentando que os grupos são altamente violentos e responsáveis por ataques contra autoridades e civis brasileiros.
Segundo o governo norte-americano, as atividades dessas organizações também representam uma ameaça aos Estados Unidos e à segurança regional.
"As medidas do Departamento reforçam o compromisso inabalável do governo Trump de desmantelar cartéis e organizações criminosas em nossa região e garantir a segurança do povo americano", declarou o órgão.











