Falem mal, mas falem de mim!

Pela primeira vez, na história deste país, o presidente da República tem o seu sigilo bancário quebrado durante o exercício do mandato, e fica completamente desmoralizado”, as notícias, implacáveis, revelam.

“E daí?  Falem mal, mas falem de mim!”, parece pensar o nosso presidente assim como cada político, que vem tendo a sua imagem mais e mais desgastada neste cenário brasileiro tão carente de moralidade e intervenção. Ainda que um e outro reaja - ou finja reagir, -  com indignação, às críticas que recebe.

O que todos sentem é o desejo compulsivo de “chamar a atenção”. Isto é, de se manter sob os holofotes, com suas ideias mirabolantes, artimanhas, falcatruas e tantas outras armações.

Poder e dinheiro, para eles, não são suficientes. O essencial é APARECER! Ser falado. Comentado. Discutido. Mesmo “engolindo sapos” até por ser rejeitado, como vem sendo noticiado: “Cidades vêm demonstrando seu repúdio contra a presença de Lula”. 

“E daí? Falem mal, mas falem de mim!”, diria o ex-presidente petista, que não abre mão de se eleger na acirrada disputa politiqueira entre os “Comentadíssimos do Brasil”.

Vejam que vale tudo – absolutamente tudo - para ficar na memória e na boca do povo. Bem no foco da mídia nacional e internacional. O que importa é o incomparável e indescritível prazer de “estar em evidência”, e nada mais do que em evidência, alimentando a vaidade e o orgulho insaciáveis.

Eis como se explica a série interminável, e testemunhada por nós, de “atos gananciosos. Nocivos. Imorais. Sensacionalistas. Altamente reprováveis.  Mesmo ao custo de cada um perder a própria e já tão abalada credibilidade

É como uma epidemia, - gravíssima, devastadora, pecaminosa -, que vem se alastrando e contaminando esses indivíduos famintos por aparições sucessivas.  Entre eles, os “homens das leis” igualmente desejosos de obter “momentos de fama”, proporcionados, aliás, por mais notícias: “Os advogados que defendem Luiz Inácio Lula da Silva são suspeitos de envolvimento direto nos esquemas de corrupção e propina da era PT”.

“E daí? Falem mal, mas falem de mim! ”, argumentariam esses defensores, tão intocáveis quanto alguns ministros do STF.  Sem mencionar, claro, as “quantias inconfessáveis” que vêm recebendo, enquanto perdem tempo com suas petições nada estratégicas e pessimamente sucedidas, conforme os noticiários mostram: “Defesa de Lula tenta de novo, mas sem êxito, afastar o Juiz Sergio Moro de processo”. Com destaque para a mais recente:  “Lula é massacrado no STJ, perde de 5 a 0 e fica mais próximo do xilindró”.

A propósito, sabem o que aconteceria, se perguntássemos a esses seres: “É assim, - usando e abusando dos seus deveres e dos cidadãos de bem -, que vocês querem ser lembrados?

Cada um deles, - que venderia a própria alma, para não sair de cena e não cair na temida e escura “prisão do esquecimento” -, recorreria, então, ao seu ilusório e descartável poder, e confirmaria, em alto e bom som, a sua arraigada e patética crença: “Falem mal, mas jamais deixem de falar de mim! ”



L. Oliver

Redatora e escritora, com diversos prêmios literários, e autora de projetos de conscientização para o aumento da qualidade das sociedades brasileira e global. Participa do grupo Empresários Associados Brasil, que identifica empresas e profissionais em busca da excelência em produtos e serviços no país e no Exterior. Criou e administra o grupo “Você tem poder para mudar o Brasil e o mundo”, de incentivo à população no combate à corrupção. https://www.facebook.com/groups/1639067269500775/?ref=aymt_homepage_panel

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