A teia de conexões impressionantes que envolve o passado de Roberta Luchsinger
18/10/2026 às 18:18 Opinião
A estratégia dos petistas clonados e comandados por André Janones para vestirem-se de verde e amarelo e ocuparem as redes sociais naufragou como o Titanic. O iceberg foi a sócia do Lulinha, Roberta Luchsinger. Só se fala nisso (André Janones é aquele deputado aliado do Lula que confessou ter feito rachadinha, pagou multa e ficou por isso mesmo).
Roberta Luchsinger, a lobista, foi casada com Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF e ex-deputado federal, que ficou nacionalmente conhecido por comandar a Operação Satyagraha. Na época, Lula era o presidente da República, em seu segundo mandato (2003-2010). O casamento durou quatro anos e marcou a aproximação de Roberta com o meio político.
A Operação Satyagraha foi uma operação da Polícia Federal brasileira deflagrada em 8 de julho de 2008, com autorização do juiz federal Fausto Martin De Sanctis (6ª Vara Criminal Federal de São Paulo).
A operação investigava suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e outros crimes financeiros, em desdobramento de investigações ligadas ao mensalão.
Resultou na prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas (Grupo Opportunity), do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, do investidor Naji Nahas e mais 14 pessoas, com um total de 17 prisões contra executivos, sócios, familiares e intermediários ligados aos dois grupos investigados (Opportunity e o esquema associado a Nahas).
A maioria rapidamente posta em liberdade por decisões do STF sob Gilmar Mendes. Hoje estão todos livres e Protógenes foi expulso da PF e vive na Suíça como asilado político por perseguição e risco de vida. Em 2024 a Justiça Federal em São Paulo decretou sua prisão preventiva e pediu a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol, em desdobramento de acusações ligadas à operação.
Protógenes também denunciou que houve fraude eleitoral nas eleições de 2014, mas a denúncia terminou arquivada.
Quanto a Roberta Luchsinger, ela afirma ser neta do banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger (ou Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger), a quem apresenta como ex-acionista ou ligado à fundação do Credit Suisse. Ela usa essa versão desde 2017, quando se apresentou publicamente como herdeira e anunciou a doação de cerca de R$ 500 mil a Lula (em dinheiro, joias e itens de luxo).
Contudo, documentos civis (incluindo a certidão de casamento do avô) apontam que Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger, seu avô verdadeiro, nasceu no Rio de Janeiro em 1927, era comerciante e dono de uma lavanderia em Jacarepaguá. Ele não era banqueiro nem suíço de nascimento, segundo essas fontes. Roberta reafirma a origem suíça, mas admite não ter documentos que comprovem.
Há uma conexão familiar colateral: uma tia de Roberta (Bárbara Luchsinger) foi casada com Roger Ian Wright, que teve envolvimento no sistema financeiro (ligado ao Banco Garantia e, em algumas versões, ao Credit Suisse).
Reportagens do Fantástico/G1, Luis Nassif/GGN e outras classificam a história como “falsa herdeira” ou baseada em quase-homonímia com nomes suíços. Seu avô viveu de forma modesta e morreu em circunstâncias simples.
Esse escândalo fica a cada dia mais interessante e devastador para o Lula e o modus operandi de seu governo.
Para quem não sabe, Satyagraha é uma palavra em sânscrito usada por Mahatma Gandhi. Satya quer dizer verdade e agraha, firmeza, força. O termo significa literalmente “força da verdade”. Gandhi usava o conceito para designar a resistência pacífica, não violenta e baseada na verdade — uma forma de luta ética sem violência física. A Polícia Federal escolheu esse nome para a operação de 2008 e explicou na época que o entendia como “resistência pacífica e silenciosa”.
Lucia Sweet
Jornalista