Servidor confessa autoria de uma das maiores polêmicas dessa eleição

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Um servidor da Infraero admitiu à Polícia Federal (PF) ter feito a filiação falsa do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao partido Missão, que em agosto travou o registro da candidatura dele à Presidência.

Em depoimento em Belo Horizonte, em 21 de agosto, Demóstenes Porto Fagundes disse que usou dados falsos, incluindo um endereço inexistente. O caso foi revelado nesta segunda-feira (19).

O servidor chamou a fraude de “brincadeira de mau gosto”. Segundo ele, o cadastro foi feito pelo site do partido porque queria receber material de campanha, sem intenção de prejudicar o senador.

O celular dele foi apreendido para perícia. Fagundes está na Infraero desde 2003 e, desde 2017, cedido à Advocacia-Geral da União (AGU), segundo dados do Portal da Transparência.

Em agosto, o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostrou Flávio filiado ao Missão, e não ao PL, o que impediu o registro da candidatura. A filiação foi corrigida a tempo, segundo informações publicadas na imprensa.

O TSE afirmou que não houve invasão do sistema: alguém com as credenciais do partido usou a ferramenta de forma indevida. O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, mandou a PF investigar.

O Missão negou envolvimento e disse ter sido vítima de fraude. Na época, Flávio reagiu:

“O sistema vai tentar de tudo para me parar”.
da Redação Ler comentários e comentar