No dia seguinte à derrota no STJ, defesa de Lula perde novamente no TRF-4

A defesa de Lula pretendia que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspendesse a decisão do juiz Sérgio Moro que autorizava a utilização de dados do sistema Drousys, como prova no processo que acusa o meliante petista do recebimento de propina da Construtora Odebrecht.

Esse sistema Drousys era utilizado para o gerenciamento da distribuição de propinas efetuadas pela empresa.

A decisão do relator desembargador João Pedro Gebran Neto, indeferindo o recurso, foi acompanhada por unanimidade pela 8ª turma, que está com uma formação diferente, vez que o desembargador Vitor Laus está em férias.

A alegação de Cristiano Zanin era no sentido de que a prova teria sido juntada depois do encerramento da instrução penal e assim não poderia ter sido admitida documentação nova para exame pericial.

Gebran Neto destruiu a argumentação dos advogados do petista, demonstrando que o juiz Moro não havia determinado a juntada de provas paralelas, mas o próprio objeto de outro recurso movido pela defesa, o incidente de falsidade, dentro do mesmo processo, no qual é questionada a veracidade dos dados disponibilizados pela Odebrecht.

O relator ainda argumentou, detonando as razões do recurso, que a decisão de Moro teria por objetivo a busca da verdade, o que seria de interesse de todas as partes, e que a apuração do material para verificar a existência ou não de falsidade seria de interesse da própria defesa.



da Redação

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