Lula tenta a maior compra de votos da história para tentar vencer a eleição
21/10/2026 às 15:22 Política
Faltando poucos dias para o segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva abandonou qualquer disfarce e transformou o governo em uma verdadeira máquina de distribuição de benesses eleitoreiras.
O pacote de medidas anunciadas na reta final da campanha já chega a R$ 298,4 bilhões, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado. É o maior esforço de compra de votos visto em décadas — e o preço será pago por todos os brasileiros, com mais dívida, mais impostos e mais inflação, conforme afirma o deputado federal recém-eleito Gustavo Victorino:
“A desfaçatez das medidas eleitoreiras tomadas há duas semanas das eleições no segundo turno mostra que o limite entre a ética e a vergonha na cara se foi com corda e tudo. Um eleitorado cabrestado e ignorante aplaude medidas sem o mínimo conhecimento do que elas custam para ele mesmo.
A militância transcendeu a razão e a decência, hoje se criou um exército de zumbis que mais parecem personagens de filmes vagando sem rumo e sem compreensão do mundo que os cerca.
A política brasileira apodreceu, se corrompeu e hoje vive do discurso fácil e da irresponsabilidade gerencial sempre coberta pelo aumento da carga tributária e o discurso canalha de distribuição de renda. Isso tem um nome: ‘extrema esquerda corrupta e corruptora’, o que acabou virando o apelido do Brasil pelo mundo”, lamentou.
A longa lista de medidas para ‘virar voto’
Os Ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, e de Minas e Energia anunciaram, na sexta-feira (9/10), que o governo irá zerar os impostos federais sobre a gasolina por um mês. Ainda segundo o governo, os novos anúncios terão um custo de R$ 5,2 bilhões para as contas públicas.
Vale lembrar que, em 2022, no governo Bolsonaro, ministros do TSE consideraram crime diminuir preço de combustível em ano eleitoral. Mais uma vez, dois pesos, duas medidas...
Os repasses do Bolsa Família de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários na segunda-feira (19/10), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro. Ao invés de terminar no dia 30 de outubro, os depósitos foram unificados para terminarem já na quarta-feira (21/10), às vésperas do segundo turno das eleições, que acontecem no domingo (25/10).
Detalhe importante: Durante os 4 anos de seu governo, Lula ignorou completamente o valor do Bolsa Família, reajustando somente agora. Quando questionado, o petista afirmou que não sabia que o valor ainda era o mesmo desde agosto de 2022.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
https://www.poder360.com.br/poder-governo/bolsa-familia-reajustado-comeca-a-ser-pago/
O Senado Federal aprovou, na quinta-feira (15/10), o Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), aumenta a possibilidade de contratação de funcionários e perdoa dívidas de microempreendedores inadimplentes. A iniciativa pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores com débitos junto à União, eliminando dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. O projeto de lei complementar que prevê o perdão de dívidas terá impacto fiscal de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029.
Ainda na esfera do MEI, o governo Lula lançou o PIX MEI, uma transferência direta de renda para estruturar a atividade econômica. Trata-se de um capital semente de até R$ 5.000,00 depositado diretamente para o microempreendedor investir no aumento da sua produtividade. Diferente das linhas de crédito bancárias comuns, o Pix MEI não é empréstimo nem financiamento: o recurso é não reembolsável (a fundo perdido), o que significa que o trabalhador não precisará devolver o dinheiro e nem pagar juros. E quem vai pagar essa conta? Fica a pergunta...
Para o advogado Enio Viterbo, as medidas deveriam ter sido coibidas pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelo Tribunal de Contas da União:
“Só que na composição atual do Tribunal Superior Eleitoral, os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques não têm força suficiente para frear essas medidas, porque pelas mudanças que ocorreram naquele tribunal, eles ficaram sem a maioria necessária para coibir esse tipo de atitude do presidente Lula, que agora goza de maioria na corte.
Então o Tribunal Superior Eleitoral provavelmente não vai tomar as medidas necessárias para poder inclusive punir a chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria sofrer uma série de sanções eleitorais por causa de todas essas medidas que ele está tomando ao arrepio da lei e da Constituição”, ressaltou.
E não para por aí... Lula também anunciou a proposta de criar o programa Pé-de-Meia Universitário, voltado a estudantes do ensino superior, com pagamentos de R$ 700 por mês durante dez meses do ano e uma poupança adicional de R$ 2.500 anuais.
Em vídeo gravado ao lado de universitários, Lula afirmou que a proposta está sendo preparada para o próximo governo e que, ao final de uma graduação de quatro anos, o estudante poderá acumular R$ 10 mil para iniciar a vida profissional. O custo estimado da ‘bondade’ gira em torno de R$ 4,6 bilhões por ano.
https://platobr.com.br/em-quatro-semanas-lula-anuncia-medidas-com-impacto-fiscal-de-r-60-bilhoes
O deputado federal Gilson Marques fez duras críticas às medidas e lembrou que, antes do primeiro turno, Lula já tinha proibido bet que ele mesmo autorizou e anunciou caneta emagrecedora no SUS...
“Agora o que ele está fazendo no 2° turno fez o 1° parecer pouca coisa:
1- Anunciou o “pé-de-meia” universitário. O Brasil não consegue alfabetizar e ensinar matemática, mas vai conseguir desembolsar 40 mil reais por graduando de curso superior…
2- Pix de 5 mil para os MEIS. Em vez de atualizar o faturamento do Simples, o governo falou que vai o “Pix Mei de 5 mil reais”. Sim, o governo acha que vai comprar o voto do eleitor com o seu próprio dinheiro, pior, com a promessa de gastar o seu próprio dinheiro, pois até agora ficou só na conversa.
3- Tarifa zero no transporte público fim de semana. Lula quer que você passeie agora que tem 2 dias de descanso. Só tem um problema: ninguém tem dinheiro para descansar. 40 milhões de brasileiros precisaram entrar na “economia do bico” para complementar a renda. Em vez de baixar impostos para o trabalhador ter poder de compra e adquirir um automóvel, ele quer que você fique sem dinheiro, dependendo do governo até para se locomover.
A conta de todas as medidas populistas para Lula tentar se reeleger já passa de R$ 300 bilhões.
Não tem condições deste governo continuar. Ninguém aguenta mais. Por isso no domingo dia 25, eu voto 22!”, afirmou.
Sem apoio da mídia
E a velha imprensa parece que soltou a mão de Lula de vez... O Estadão classificou a ofensiva de medidas de uma verdadeira “orgia eleitoral”:
É impressionante a desfaçatez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado a máquina pública para impulsionar suas chances de reeleição. Faltando exatos 12 dias para a disputa eleitoral, o petista anunciou que perdoará as dívidas tributárias dos microempreendedores individuais (MEIs). É compra de votos descarada, como todas as medidas populistas anunciadas por Lula na reta final da campanha.
E, certamente, não vai parar por aí. Até o dia 25 de outubro, data do segundo turno, Lula decerto distribuirá mais dinheiro para se manter competitivo, independentemente do custo e do mérito das medidas.
O caso dos MEIs é particularmente escandaloso. Trata-se de um regime simplificado de tributação extremamente vantajoso para quem adere, mas um fracasso enquanto política pública. Sua intenção inicial era formalizar pequenos negócios e trabalhadores de baixa renda. Na prática, o MEI incentivou a migração de regime por empresas que já existiam e a “pejotização” de profissionais qualificados que antes trabalhavam como celetistas, tudo para pagar menos impostos.
Já A Folha de S.Paulo reconheceu que Lula “perdeu os pruridos” no uso da máquina pública:
Sob o risco de uma derrota que pode antecipar o fim de sua carreira política, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou qualquer prurido no uso da máquina pública em favor de sua candidatura. A desordem orçamentária que promoveu com medidas eleitoreiras já soma R$ 290 bilhões neste ano e no próximo —um legado amargo para a futura administração.
Só no Orçamento de 2027, ainda em discussão no Congresso, será necessário fazer ajustes imediatos de quase R$ 40 bilhões em despesas primárias (não financeiras), dada a enxurrada de benesses na reta final da campanha.
Enquanto o TSE se omite e o governo gasta sem freio, o Brasil afunda ainda mais na dívida pública, que já supera 82% do PIB.
Nesta edição, o leitor terá acesso a artigos que analisam o estrago que as ‘benesses’ de Lula deixarão para o próximo governo — seja ele qual for. Porque, no final, quem paga a conta da compra de votos nunca é o candidato. É sempre o povo que, ingenuamente, ainda acredita estar ganhando coisas ‘de graça’.
da Redação